Pianista de jazz andorrano Kic Barroc lança segundo álbum maduro Entor
Kic Barroc apresenta o seu segundo álbum *Entor*, inspirado em caminhadas nos Pirenéus, no renovado Auditori Nacional de Ordino, com concertos ao vivo com figuras de topo.
Pontos-chave
- Álbum *Entor* inspira-se em locais pirenaicos como Prat Primer e cume Entor, composto durante caminhadas ao longo de 18 meses.
- Gravado em Barcelona, inclui temas de piano solo a septeto, evocando serenidade exceto o tenso *Neva*.
- Lançado com produção acelerada de vinil para concertos de inauguração no Auditori a 27-28 de fevereiro com Herbin, Reig e outros.
- Digressão prevista na Catalunha, País Basco, sul de França; defende o vinil face ao streaming.
O pianista de jazz andorrano Kic Barroc apresentou o seu segundo álbum como líder de banda, *Entor*, na quarta-feira, ligando o lançamento à reabertura do renovado Auditori Nacional de Ordino. O lançamento de oito temas, disponível agora em vinil e a partir de quinta-feira em plataformas digitais, inspira-se em paisagens montanhosas dos Pirenéus para além das fronteiras de Andorra, incluindo locais como Prat Primer, o cume Entor entre Incles e Sarrera, e Mar Esbalçat.
Barroc descreveu melodias que surgiram inesperadamente durante caminhadas, depois moldadas através de harmonias detalhadas, estruturas e orquestração. Desenvolvido ao longo de 18 meses e gravado entre março e abril de 2025 nos Estúdios Underpool, em Barcelona — com design de Irene Clua e edição da Elemental —, o álbum representa um passo «muito mais maduro» face ao seu debut *Mon noM*, o primeiro projeto que o deixou totalmente satisfeito. Enfatizou que cada peça está profundamente trabalhada, sem temas casuais, evocando maioritariamente serenidade desde piano solo até arranjos para sete músicos. Exceções incluem o tenso *Neva*, inspirado na frustração ao esquiar em neve pesada, o funky *Simetria*, o duo *Prat Primer* que ecoa Brad Mehldau, o *Mar Esbalçat* modulante com toques de bolero, o *Sarró* com influências de bossa, o favorito *Entor* com mudanças modais — «o hit» onde mais gosta de tocar —, o harmonioso *Molt a Gust* e a balada *Carta* em honra dos mentores Marco Mezquida e Txema Riera. Do cume Entor, notou, a infraestrutura de esqui de Grandvalira é visível como um «restolho» no meio da calma.
Barroc será o cabeça de cartaz nos espetáculos inaugurais do Auditori a 27 e 28 de fevereiro com colaboradores de elite: o saxofonista francês Baptiste Herbin, a estrela espanhola do saxofone Irene Reig, a trombonista Alba Pujols, o baixista Brady Lynch e o baterista Quique Pérez. Originalmente planeado para o final do verão, o lançamento acelerou após uma proposta da Acció Cultural d'Andorra. «Foi uma honra não faltar à inauguração do espaço renovado», disse, decidindo em oito horas apesar dos vinis ainda por imprimir, acelerando a produção para garantir cópias físicas nos concertos.
Chamou a atuação de música original ali um «privilégio» com acústica ótima e músicos de topo, apelando à «escuta ativa» sem distrações. Desvalorizando os CD como «mortos» e o streaming como pouco fiável, defende a tatear do vinil. Uma digressão está agendada para o outono-inverno na Catalunha, País Basco e sul de França, com datas por anunciar.
Fontes originais
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