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Cultura·

Poeta andorrano Manel Gibert contribui com haikus para antologia Iberoamérica Lee

Os haikus experimentais de Gibert para jovens leitores figuram na terceira edição da antologia de poesia da OEI, ao lado de clássicos e ilustrações.

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Bon Dia

Pontos-chave

  • Gibert envia dois haikus de cada uma das coleções recentes A l'ombra del solstici e Al sol que bat la penya, ilustrados para crianças.
  • Antologia inclui poetas de 30 países da OEI mais clássicos como Rubén Darío.
  • Evento na livraria destaca obras lipogramáticas de Georges Perec e experimentos catalães.
  • Gibert defende maior foco na poesia nas escolas andorranas; prepara nova coleção multifacetada.

Manel Gibert, um proeminente poeta andorrano conhecido pela sua experimentação linguística, contribuiu com quatro haikus para a terceira edição de *Iberoamérica Lee*, uma antologia que apresenta poesia de autores da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI). A coleção deste ano destina-se a jovens leitores, com obras de escritores contemporâneos de cerca de 30 países, ao lado de clássicos como Rubén Darío e Óscar Alfaro.

As seleções de Gibert — duas de *A l'ombra del solstici* e duas de *Al sol que bat la penya*, as suas duas coleções mais recentes — incluem ilustrações de Sergi Mas e Loli Rodríguez. O poeta representa Andorra no projeto, que enfatiza vocabulário atual e referências para envolver as crianças.

A contribuição gerou uma conversa na Moby Dick, uma popular livraria no bairro Alzinaret, em Andorra, gerida por Frédéric. Ali, o proprietário exibiu obras do autor francês Georges Perec, incluindo *La Disparition* — um romance escrito sem usar vogais exceto 'e' — e *Les Revenantes*, a sua contraparte limitada apenas a 'e'. Ambos lipogramas, uma restrição literária antiga que exclui letras específicas, estão disponíveis na loja, ao lado de edições acessíveis em francês.

Gibert destaca-se entre os poetas locais, ao lado de figuras como Arnau Orobitg, pela sua afinidade com o artesanato verbal. A peça realça outras façanhas linguísticas catalãs, como o *Tirallonga* monosilábico de Pere Quart, o *El mismo mar de todos los veranos* sem pontuação de Esther Tusquets e a coleção de monossílabos pirenaicos de Isidre Domenjó no seu programa de rádio *Som de poc*.

Gibert defende maior ênfase na literatura e na poesia nas escolas andorranas, notando que o entusiasmo inicial muitas vezes desvanece à medida que os alunos avançam. Reconhece a alta qualidade de alguns letristas contemporâneos catalães da música pop como ponto de entrada, mas apela ao reforço através de métodos tradicionais. Três anos após a sua última coleção, *La volàtil substància de cada bell crepuscle*, prepara uma nova que mistura verso medido, verso livre, poesia em prosa, reflexões pessoais e metapoética — talvez até um lipograma andorrano.

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