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Cultura·

Poetisa andorrana Laia Corma lança coletânea de poesia catalã 'Flors d’amor'

O segundo livro de Laia Corma usa as paisagens e estações de Andorra para simbolizar as fases do amor romântico, visando revitalizar o apelo da poesia junto da juventude.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Poemas estruturados em quatro secções sazonais que espelham o romance: excitação primaveril, paixão de verão, dúvidas outonais, rutura invernal.
  • Inclui locais andorranos como Pont de la Margineda, Encamp, Ordino e La Massana como símbolos emocionais.
  • Primeira obra totalmente em catalão, promovendo a língua e a acessibilidade para jovens leitores.
  • Corma, tradutora formada, inspira-se na nostalgia do estrangeiro para tornar a poesia 'refrescante e divertida, mas reflexiva'.

A poetisa andorrana Laia Corma (Laia Córdoba Martín) publicou *Flors d’amor*, a sua segunda coletânea de poesia e a primeira totalmente em catalão, através da editora local Llamps i Trons. Apresentado este fevereiro, o livro utiliza as paisagens e as mudanças sazonais de Andorra como símbolos para as fases de uma relação romântica, com o objetivo de tornar a poesia acessível a leitores mais jovens e promover a língua catalã.

A coletânea, gestada há cerca de um ano após o regresso de Corma do estrangeiro, estrutura os seus poemas em quatro secções que espelham as estações: primavera para os nervos e excitação iniciais, verão para a paixão, outono para as dúvidas e mal-entendidos, e inverno para o desapego e rutura. Elementos naturais e locais andorranos específicos — como as montanhas, o Pont de la Margineda e locais em Encamp, Ordino e La Massana — acompanham as mudanças emocionais dos protagonistas. A capa verde alude à paisagem montanhosa inspiradora. Partindo da nostalgia vivida no estrangeiro, Corma mistura experiências reais com emoções intensificadas para captar o amor moderno, incluindo como memórias dolorosas podem transformar-se em sorrisos ternos. «O amor impulsiona tudo», disse ela.

Ao contrário do seu debut *A ti*, publicado em Madrid em espanhol e centrado na saúde mental e no amor-próprio, *Flors d’amor* explora relações de casal com um estilo mais leve, «refrescante e divertido, mas reflexivo». Como tradutora formada, Corma valoriza as expressões únicas do catalão para transmitir emoções locais e marcos. Lamenta o declínio do apelo da poesia junto da juventude e espera mostrar que ela pode ser relevante e pouco exigente, recompensando a reflexão em vez de uma narrativa linear.

Corma deixou Andorra em 2018 para França, para estudar tradução literária e história, seguida de mestrados em Paris, Sevilha e Madrid. Os pais incutiram-lhe o amor pela leitura desde a infância. Elogia a Llamps i Trons pelo apoio e nota que a cena cultural de Andorra oferece aos jovens criadores acesso direto, contrariando estereótipos do país como mero destino de compras ou esqui. «A cultura mostra que temos uma identidade própria para além das compras ou do esqui», disse ela, citando influências como Baudelaire, Neruda, Vicent Andrés Estellés e Ronsard.

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