Voltar ao inicio
Cultura·

Prémios Ramon Llull homenageiam Fundação Roser Bru, tradutores e defensor da língua

Os Prémios Internacionais Ramon Llull em Encamp reconheceram instituições e indivíduos que promovem a cultura catalã no estrangeiro, incluindo a Fundación.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Fundación Roser Bru ganhou o prémio Ramon Llull (4000 €) por preservar e promover o legado artístico de Roser Bru, com catalogação extensa e exposições.
  • Maria Khatziemmanuïl recebeu o prémio de carreira em tradução literária (6000 €) após traduzir ~145 peças para grego e promover o teatro catalão na Grécia.
  • Tiziana Camerani ganhou melhor tradução literária (4000 €) pela edição italiana de Terres mortes de Núria Bendicho, elogiada por registos variados e tom do romance.
  • William Cisilino recebeu o prémio Ramon Llull em estudos catalães e diversidade cultural (6000 €) por defender línguas minoritárias como diretor da Regional Agency for the Friulian Language.

A Fundación Roser Bru recebeu o prémio Ramon Llull para a promoção internacional da criação catalã, um galardão de 4000 € que reconhece o seu trabalho para preservar e divulgar o legado artístico de Roser Bru (Barcelona, 1923–Santiago de Chile, 2021). Criada em 2018 pela artista e pela sua família, a fundação detém a maior coleção de pinturas, gravuras e material de arquivo de Bru e organizou exposições no Chile e na Catalunha, incluindo uma grande retrospetiva no Museu d’Art de Girona. O júri destacou os esforços de catalogação da fundação e o seu papel em levar a obra de Bru a um público mais amplo após o seu exílio no Chile em 1939 a bordo do Winnipeg.

O prémio Ramon Llull de carreira na tradução literária, dotado de 6000 €, foi atribuído à filóloga e tradutora grega Maria Khatziemmanuïl. Especialista em tradução teatral, traduziu cerca de 145 peças de teatro catalão, espanhol e latino-americano para grego, incluindo mais de cinquenta obras diretamente do catalão de autores como Josep Maria Benet i Jornet, Marta Buchaca, Sergi Belbel e Lluïsa Cunillé. Desde 2012, serve como diretora artística do Festival Ibero-Americano de Leituras Dramáticas em Atenas, produzido em colaboração com o Instituto Cervantes, que introduziu numerosas peças catalãs contemporâneas ao público grego. O júri salientou o seu papel central na promoção do teatro catalão na Grécia; a sua carreira foi reconhecida com múltiplos prémios Eurodram e distinções do Estado espanhol.

O prémio para a melhor tradução literária do catalão, no valor de 4000 €, foi atribuído à tradutora italiana Tiziana Camerani pela sua edição italiana do romance Terres mortes de Núria Bendicho, publicado pela Voland como Terre morte. O júri elogiou o tratamento de Camerani dos desafios linguísticos do livro, afirmando que preservou com sucesso os registos variados das personagens e o tom hipnótico do original. Camerani, tradutora freelance desde 1999 a partir do catalão, francês e inglês para italiano, concentrou-se nos últimos anos na promoção de autores catalães contemporâneos em Itália; o júri destacou a sua habilidade em reproduzir os treze monólogos distintos que compõem o romance de Bendicho.

O prémio Ramon Llull em estudos catalães e diversidade cultural, dotado de 6000 € e reconhecendo o trabalho de um contribuidor não nativo para o mundo de língua catalã, foi atribuído a William Cisilino, diretor da Regional Agency for the Friulian Language. O júri citou o seu trabalho sustentado na defesa, promoção e valorização de línguas minoritárias em Itália, o seu envolvimento na política linguística europeia e a sua participação em redes internacionais que se alinham com a promoção da diversidade linguística.

Os prémios foram entregues numa cerimónia no histórico edifício da Rádio Andorra em Encamp, parte dos anuais Prémios Internacionais Ramon Llull. O evento foi presidido pelo chefe do governo de Andorra, Xavier Espot, e incluiu discursos de representantes de territórios de língua catalã e uma atuação do duo musical Alosa. Funcionários enfatizaram o forte momento da cultura catalã e reafirmaram compromissos para projetar a língua e a cultura internacionalmente através da Fundação Ramon Llull.

Representantes da família de Roser Bru sublinharam o renovado impulso da fundação para colocar a obra de Bru na Catalunha e no estrangeiro, enquanto os vencedores destacaram a importância da tradução e da troca cultural para tornar visíveis as literaturas minoritárias para além das suas fronteiras linguísticas.

Partilhar o artigo via