Festival de Esqui LGBTIQ+ Maricongelada Estreia em Andorra
Organizado pelos jornalistas Albert Portero e Marc Rivera, o evento de quatro dias, de 12 a 15 de março, atrai 250 participantes para esqui nas pistas de Grandvalira, atividades sociais e um espaço livre de discriminação para fomentar ligações comunitárias.
Pontos-chave
- Primeira vez em Andorra após edições na Catalunha; oferece espaço seguro para esqui e socialização LGBTIQ+ com raquetes de neve, spa e festas.
- Pacotes incluem acesso completo com alojamento/passes de esqui; todo o alojamento esgotou rapidamente.
- Visa mais participantes mulheres/trans; elogiado o acolhimento local apesar de alguma crítica mediática.
- Organizador Portero promove visibilidade no desporto para combater preconceitos e normalizar.
A terceira edição do Maricongelada, um festival de esqui LGBTIQ+, arrancou na quinta-feira em Pas de la Casa, Andorra, marcando a primeira vez do evento no Principado. Organizado pelo jornalista Albert Portero e Marc Rivera, o encontro de quatro dias, de 12 a 15 de março, combina esqui nas pistas de Grandvalira com atividades sociais, atraindo cerca de 250 participantes, maioritariamente homens gays.
O festival oferece um espaço seguro e livre de discriminação para a comunidade LGBTIQ+ esquiar, socializar e criar ligações, especialmente para quem não tem companhia para estas saídas. As atividades incluem raquetes de neve, motoneve, visitas ao spa Caldea, encontros de après-ski, karaoke, jantares e festas em locais como Milwaukee e Bilbord. Coincide com o Snowrow, com alguns participantes a chegarem cedo desde segunda-feira para maximizar o esqui em condições de neve fiáveis.
Estão disponíveis passes: acesso completo com quatro dias de alojamento, dois passes de esqui e eventos; opções de fim de semana com um passe; ou entrada gratuita sem alojamento ou passes. Todo o alojamento esgotou rapidamente, refletindo a forte procura. Portero destacou os esforços para atrair mais mulheres e participantes trans para maior diversidade, notando que os homens dominam frequentemente estas iniciativas.
Edições anteriores decorreram em La Masella, na Catalunha, mas as pistas maiores de Andorra, a vasta oferta de hotéis e restaurantes e o potencial de crescimento ao longo do ano motivaram a mudança. Os organizadores elogiaram a acolhida calorosa de hotéis, restaurantes, patrocinadores e instituições, apesar de comentários negativos menores na comunicação social de quem não compreendeu o propósito do evento.
Portero, um granollersense de 26 anos com formação em jornalismo desportivo, enfatizou a visibilidade para combater os preconceitos no desporto, como no andebol. «Somos apenas pessoas a reclamar os nossos direitos», disse, instando os críticos a participarem e a verem para além dos estereótipos. Aos hesitantes: «Há só uma vida – melhor vivê-la como se sente.» Vê o festival como um passo para a normalização onde os direitos ainda são limitados.
Fontes originais
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