Rodin: O Escultor das Emoções de Sergio Bernal abre a Temporada MoraBanc em Andorra la Vella
Uma noite de dança-teatro em quatro partes reimagina as principais obras de Auguste Rodin através de escultura, música e movimento.
Pontos-chave
- Uma noite de dança-teatro em quatro partes reimagina as principais obras de Auguste Rodin através de escultura, música e movimento.
A Temporada MoraBanc em Andorra la Vella abre na quinta-feira com a Sergio Bernal Dance Company a apresentar *Rodin: O Escultor das Emoções*, uma noite em quatro partes que reimagina várias das obras mais conhecidas de Auguste Rodin. A peça, criada por encomenda do Festival Peralada, combina escultura, música e movimento para construir um mundo visual e coreográfico concentrado.
É a primeira vez que Bernal atua em Andorra; ele diz que visitou o país quando era criança, mas não se lembra disso e está ansioso por regressar com a sua companhia. Bernal, ex-membro do Ballet Nacional de España que lançou a sua própria companhia em janeiro de 2020, enquadra a obra à volta da emoção: a dança como uma linguagem que deve transmitir sentimento em vez de apenas exibir estilos ou passos. «A emoção é o que separa os movimentos da arte», disse ele.
A noite está estruturada em quatro partes. O tableau de abertura examina a vida de Rodin e a sua relação criativa tumultuosa com Camille Claudel, retratando o jovem Rodin, o seu vínculo com Claudel e o tormento e ressentimento que marcaram a sua colaboração. Bernal sublinha o papel de Claudel como artesã e artista importante cuja mão contribuiu para grande parte da obra de Rodin, notando também as dinâmicas difíceis entre eles.
A segunda secção inspira-se no *Torso do Homem Caindo* de Rodin e na figura de Luís XIV, canalizando majestade através de sonoridades barrocas. A música de Jean-Baptiste Lully e as interpretações associadas a Jordi Savall sustentam uma linguagem coreográfica próxima das tradições da dança espanhola, incluindo a *escuela bolera* e formas com influência barroca.
A terceira vinheta interpreta *O Beijo*. Bernal interpreta o duo com Aída Badía da Compañía Nacional de Danza; a secção foi criada com a ajuda de Valentino Zucchetti, citado como bailarino e coreógrafo do Royal Ballet. A coreografia encontra um duplo paladar musical — *Pavane pour une infante défunte* de Ravel e *I Will Not Forget You* de Max Richter — visando recriar a estética da escultura ao mesmo tempo que evoca a inocência e a carga emocional de dois jovens a descobrirem um primeiro beijo.
O programa fecha com *O Pensador*, a secção que Bernal identifica como a mais próxima dele emocionalmente. Ele trata a figura como um corpo cheio de pensamentos, inseguranças, medos, tristeza, alegria e força — elementos que Rodin procurou representar através da musculatura e da pose. Para este tableau, Bernal recorre à dança espanhola e ao vocabulário vigoroso e introspectivo do flamenco, com uma banda sonora que inclui música de Roque Baños, para transmitir a ruminação interna da figura.
Bernal remonta o projeto a uma fascinação de longa data pela escultura e arquitetura: um livro sobre Rodin que lhe ofereceram há anos deixou uma impressão duradoura e inspirou a ideia de uma peça de dança à volta da obra do escultor. *Rodin: O Escultor das Emoções* apresenta essas linhas e tensões escultóricas através de corpos, música e coreografia, pedindo ao público que sinta as emoções que o artista codificou na pedra. A atuação realiza-se no Centre de Congressos no âmbito da Temporada MoraBanc.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: