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Cultura·

Stella Mons: Grupo de Mulheres Andorrano Cresce para 75 Membros Promovendo Valores Cristãos e Família

De um chat de WhatsApp com cinco amigas frustradas pelas representações mediáticas, Stella Mons expandiu-se para uma rede de 75 membros que organiza conferências e ajuda.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Cresceu de grupo de WhatsApp de 5 amigas há 3 anos para 75 membros por palavra de boca.
  • Organiza conferências mensais sobre vida, família, fé; palestras recentes sobre aborto atraíram 25-27 participantes.
  • Enviou ajuda rápida às vítimas das cheias de Valência; organiza almoços, encontros, peregrinações.
  • Exclusivo para mulheres, não político; contrapõe visões mediáticas unilaterais sobre feminismo e aborto.

**Stella Mons**, uma associação andorrana de mulheres que defende valores cristãos, família e a proteção da vida, cresceu de um pequeno grupo de WhatsApp para uma rede de 75 membros nos últimos três anos.

A presidente Eloïsa Ortega descreveu como o grupo se formou há cerca de três anos, quando cinco amigas, frustradas com as representações mediáticas que consideravam não representar todas as mulheres, começaram a organizar encontros informais. «Elas perceberam que nem toda a gente pensava da mesma forma do que aparecia nas notícias», disse ela. Começando com discussões e eventos partilhados pela aplicação de mensagens, a iniciativa expandiu-se por palavra de boca. Ortega juntou-se há dois anos e o grupo formalizou-se como Stella Mons para realizar atividades públicas.

A missão central da associação centra-se na promoção da vida, da família e dos princípios cristãos tradicionais, incluindo a solidariedade e o apoio aos vulneráveis. As atividades incluem conferências mensais com oradores como o escritor Pablo d'Ors, o especialista em motivação Víctor Küppers, o autor Pep Borrell e uma professora da UIC sobre mulheres empoderadas. Eventos recentes contaram com um médico andorrano a discutir sensibilidades sobre o aborto, atraindo 25-27 participantes, e planos para uma formação online sobre comunicação da fé juntamente com a exibição do filme *Solo Javier*.

Ortega destacou a solidariedade prática, referindo que a Stella Mons enviou um carro cheio de ajuda às vítimas das cheias de Valência em quatro dias após o desastre — antes da mobilização mais ampla. O grupo também organiza almoços bianuais, encontros comunitários para recém-chegadas a Andorra e peregrinações, fomentando ligações entre mulheres de todas as idades. Recém-chegadas incluem mulheres de 24 e 26 anos, sinalizando interesse crescente entre as jovens em meio a tendências como festivais de música com temas espirituais.

Embora não seja politicamente ativa, Ortega espera que os políticos reconheçam visões diversas para além dos defensores pró-aborto mais vocais. «Nem toda a gente pensa como as mulheres da ADA ou aquelas com cartazes nas manifestações; há outro grupo que esteve em silêncio até agora», disse ela. A associação surgiu em parte como resposta a debates unilaterais percebidos sobre temas como o aborto, embora Ortega tenha enfatizado que precede as polarizações recentes.

As membros veem-se como modernas e livres, rejeitando rótulos estreitos. «Considero-me uma mulher livre», afirmou Ortega, criticando mudanças no feminismo. Sobre o papel da Igreja para as mulheres, ela distinguiu a fé pessoal das questões institucionais, enfatizando figuras como a Virgem Maria como centrais.

A Stella Mons mantém-se exclusiva para mulheres para facilitar a organização, mas acolhe ampla participação nos seus esforços discretos mas cada vez mais visíveis.

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