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Cultura·

Thriller '11' conclui filmagens em Andorra e visa grandes festivais

Coprodução entre a andorrana Contraban e a espanhola Mr Miyagi Films termina cinco semanas de rodagem em Sant Julià de Lòria, com liderança feminina.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Rodado inteiramente em locais andorranos como Borda de la Peguera e Cota 2.000 com 80-115 técnicos, 25 locais em papéis chave.
  • Subsídio governamental de 125 mil euros gera multiplicador económico de 6x via gastos da equipa em alojamento e serviços.
  • Pós-produção termina início de setembro para estreias em festivais, reforçando perfil cinematográfico de Andorra.
  • Elogiado por autoridades pela contratação local, rodagens exteriores e benefícios culturais-económicos como em filmes anteriores.

O thriller *11*, uma coprodução entre a empresa andorrana Contraban e a espanhola Mr Miyagi Films, concluiu as suas cinco semanas de rodagem em Sant Julià de Lòria na sexta-feira, com os produtores a visarem estreias em festivais como Sitges e possíveis paragens em Berlim ou Cannes.

As cenas finais decorreram em torno da Borda de la Peguera, no centro da vila, na estrada da Rabassa, no Naturland e na Cota 2.000, envolvendo 80 a 115 profissionais de Andorra e Espanha. Cerca de 25 locais trataram da assistência de vídeo, maquilhagem, arte e logística, como alfândega, autorizações, transportes, catering e remoção de neve. Realizado pelas irmãs Clàudia Serra e Paula Serra, o filme — rodado inteiramente em catalão — centra-se em jovens líderes de esplai e no seu grupo de crianças presos num abrigo de montanha andorrano por uma tempestade de neve. Uma contagem de cabeças revela um rapaz extra, o Leo, o que aumenta as ameaças e testa a resistência e a ética da protagonista Àlex.

O produtor David Matamoros, da Mr Miyagi Films, descreveu Andorra como central na trama, onde a tempestade liberta uma tensão crescente. Enfatizou o lugar do filme numa onda crescente de thrillers com liderança feminina que misturam ação e horror, com mulheres ao leme da realização, escrita e papéis criativos chave. A pós-produção deve terminar no início de setembro, lançando uma campanha de festivais logo a seguir para impulsionar o perfil global de Andorra. Matamoros destacou um multiplicador económico de seis vezes por euro público gasto, pois as despesas da equipa em alojamento, comida e serviços superaram os 125 mil euros de subsídio governamental para cinematografia em 2025. O projeto já despertou interesse no mercado de Berlim, com as primeiras imagens previstas para Cannes em maio.

David Haro, da Contraban, apontou os benefícios da parceria, com equipas andorranas a liderarem a produção executiva e a logística no local. Disse que estes projetos constroem competências locais, expandem a indústria e agilizam o apoio institucional do governo e da paróquia.

A meio da semana, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Mònica Bonell, visitou o set acompanhada pelo primeiro cónsul de Sant Julià, Cerni Cairat. Bonell elogiou o subsídio pela forte percentagem de filmagens em Andorra, locais exteriores e contratações locais — ecoando o apoio a *42 segundos*, *El fred que crema*, *Borís I, rei d'Andorra* e *Els de Sau*. Notou um apoio cultural claro ao lado dos ganhos económicos e da exposição internacional, com o governo a colaborar com a Andorra Business e a Andorra Turisme numa film commission para atrair produções maiores.

Cairat expressou o orgulho da paróquia no impulso económico das estadias e gastos da equipa, mais a contribuição de 5 mil euros de Sant Julià e apoio logístico. Comprometeu-se com a film commission, citando o terreno dramático e o clima como atrativos.

O assistente de vídeo local Joan Albós relatou montagens ao amanhecer, neve falsa sustentável para fundos e desafios exteriores após interiores em Barcelona, mas elogiou as imagens de Andorra e as oportunidades crescentes. A assistente de maquilhagem Inés del Busto e a assistente de arte Judith Puig falaram de efeitos de envelhecimento, pistas de desespero via cabelo e rostos, e detalhes de cenários que enriquecem as cenas, acolhendo o crescimento do setor. Os produtores antecipam que *11* elevará a presença cinematográfica de Andorra no estrangeiro.

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