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Cultura·

Três grupos de folclore portugueses unem-se para Janeiras históricas na Andorra

Conjuntos portugueses da Andorra e de Viana do Castelo atuaram juntos pela primeira vez na igreja de Sant Esteve, celebrando 30.º aniversários.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Primeiras Janeiras conjuntas da Casa de Portugal, Alto Minho e Sao Paulo-Barroselas na igreja de Sant Esteve.
  • Celebraram 30.º aniversários com canções, música e encenações teatrais da Natividade.
  • Dezenas assistiram ao espetáculo de menos de uma hora, fechando as 20 saídas desta época da Casa de Portugal.
  • Evento pode tornar-se anual, encerrando janeiro em alta e reconectando com as raízes.

Três grupos de folclore portugueses atuaram juntos pela primeira vez na Andorra no sábado, apresentando uma interpretação conjunta de Janeiras — canções tradicionais lusitanas de boas-vindas ao novo ano — na igreja de Sant Esteve, em Andorra la Vella.

O evento marcou um marco para o Grup de Folklore Casa de Portugal, que organiza Janeiras no Principado há 19 anos para prolongar as festas de Natal. Este ano, para celebrar o seu 30.º aniversário, o grupo uniu forças com o Rancho Folclórico dos Residentes do Alto Minho — outro conjunto sediado na Andorra que assinala três décadas — e um ato convidado de Viana do Castelo: o Grupo Folclórico de Sao Paulo-Barroselas.

Dezenas de espectadores encheram cerca de metade dos bancos na igreja paroquial da capital, apreciando canções, música e curtas peças instrumentais dos grupos locais. Estas serviram de abertura para o conjunto visitante, conhecido pelo seu estilo teatral. Os artistas de Sao Paulo-Barroselas encenaram cenas vivas da Natividade, incluindo pastores a caminho de Belém, os Magos a adorar o presépio e o nascimento de Jesus, misturando vozes, instrumentos e drama numa abordagem renovada da tradição.

José Luis Gonçalves Carvalho, presidente e diretor artístico da Casa de Portugal — os pioneiros das Janeiras na Andorra — descreveu a colaboração com entusiasmo. O grupo do Alto Minho começou alguns anos depois deles, e os dois mantêm há muito uma relação amigável, inclusive com rotas de cantares de porta em porta sobrepostas e convites mútuos para eventos. «Eles começaram alguns anos depois de nós, e verdadeiramente, tem corrido muito bem», disse ele.

A atuação, com menos de uma hora, encerrou uma época agitada para a Casa de Portugal. Este ano trouxe perto de 20 saídas, mais do que no ano passado, marcado por desafios com jovens músicos confrontados com exames de fim de curso. Destaques incluíram cantar perante o novo Bispo de Urgell e estrear na igreja de Massana, liderada por um vigário português. Embora mantenham um leque regular de locais, cada janeiro traz novidades — como este encontro de três grupos.

Gonçalves Carvalho, a refletir sobre formas de assinalar o aniversário, sugeriu que o evento conjunto possa tornar-se anual. Embora as Janeiras ocorram tipicamente no início de janeiro, esta atuação no último sábado do mês fechou o ciclo em grande, reconectando os participantes com as suas raízes.

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Fontes originais

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