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Cultura·

Trotalibros celebra 5.º aniversário com 51 títulos, 'Adeus, Sr. Chips' lidera vendas

Editora andorrana Trotalibros assinala cinco anos, publicando 51 clássicos esquecidos, com 'Adiós, señor Chips' de James Hilton como best-seller destacado.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Lançada com 'La guardia' de Nikos Kavadias, agora sucesso de culto; edição de aniversário de 1500 exemplares esgotada.
  • 'Adiós, señor Chips' best-seller com mais de 7000 exemplares; fortes vendas para 'Vera' e 'Expiación'.
  • Fundador Jan Arimany prioriza clássicos de autores falecidos sobre escritores andorranos ou vivos.
  • Planos de expansão para não ficção, incluindo biografias, 'Walden' de Thoreau, apesar de desafios de tradução.

**Trotalibros assinala quinto aniversário com 51 títulos, liderados pelas vendas duradouras de 'Adeus, Sr. Chips'**

A editora andorrana Trotalibros celebra o seu quinto aniversário, tendo lançado 51 volumes desde a estreia com *La guardia*, de Nikos Kavadias, o único romance do poeta grego. O fundador Jan Arimany descreveu o título de estreia como um sucesso improvável: uma representação crua de conversas misóginas de marinheiros num navio, revelando vulnerabilidades ocultas entre temas de vida, mulheres, desarraigo e solidão. Apesar das expectativas de fracasso, tornou-se um favorito de culto, com uma edição especial limitada de 1500 exemplares para o aniversário esgotada rapidamente.

*Adiós, señor Chips*, de James Hilton, continua a ser o best-seller da editora, com mais de 7000 exemplares vendidos e uma quinta edição lançada no ano passado. Logo atrás estão *Vera*, de Elizabeth von Arnim, que examina o abuso psicológico, e *Expiación*, que explora as vidas de mulheres no início do século XX em Inglaterra. Arimany admitiu dificuldades em prever resultados comerciais, notando surpresas como a receção modesta de *Cuando canta el búho*, de Janet Frame — uma narrativa de trauma familiar que esperava ser um destaque — apesar das fortes vendas do seu anterior *Cares enmig de l’aigua*. Outros sucessos inesperados incluem obras de Kostas Taktsís, Rose Macaulay e Dodie Smith, que ficaram aquém das expectativas.

A operar sozinho, Arimany foca-se em clássicos negligenciados de todo o mundo, priorizando o mérito literário sobre a nacionalidade. O catálogo não inclui autores andorranos por enquanto, pois o enfoque permanece em joias há muito esquecidas, tipicamente de escritores falecidos. Lê literatura local, tendo gostado recentemente de *L’estafador que va ser rei*, de Jorge Cebrián, e *Tot va passar alhora*, de Teresa Colom, mas não vê planos imediatos para títulos andorranos ou de autores vivos. Editores andorranos especializados já preenchem essa lacuna de forma eficaz, disse ele.

Os títulos aparecem em catalão, espanhol ou ambos consoante a dinâmica do mercado e o potencial de recuperação. As edições em espanhol sustentam a viabilidade, permitindo edições em catalão para projetos de paixão, como raras traduções pré-Guerra Civil como *Bel Ami*, de Guy de Maupassant, ou obras previamente indisponíveis em catalão de James Baldwin.

Projetos desafiantes incluíram *Gente independiente*, de Halldór Laxness, com 700 páginas, traduzido diretamente do islandês, e a trilogia escocesa de Lewis Grassic Gibbon, com o seu estilo oral carregado de dialeto. Arimany planeia expandir para não ficção este ano, favorecendo biografias — como *El món d’ahir*, de Stefan Zweig —, vidas de exploradores, ensaios sociais e títulos como *Walden*, de Henry David Thoreau. Duas autobiografias já figuram: *Historia de una vida*, de Konstantin Paustovsky (com mais volumes possíveis), e *Todos los perros de mi vida*, de von Arnim.

Oportunidades perdidas incluem *L’ocell pintat*, de Jerzy Kosinski, e *Incerta glòria*, de Joan Sales. Arimany elogiou selos como NYRB Classics, Persephone Books e Acantilado pela sua personalidade, seleções excecionalmente curadas e excelência em tradução e edição. Regista as suas leituras numa folha de cálculo — 75 livros no ano passado — e expressou desalento com prémios literários recentes, criticando a sua transparência enquanto reconhece exceções como Documenta e Llibres Anagrama. Uma recente vitória do Planeta para *Vera*, de Juan de Val, impulsionou involuntariamente o original de von Arnim.

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