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Cultura·

13.ª Edição do Ull Nu Festival Arranca em Andorra com Recorde de Filmes Locais e Leticia Dolera

A 13.ª edição do Ull Nu Festival, dedicada a vozes emergentes e inovação audiovisual, decorre de 20 a 24 de maio em Andorra la Vella, com uma participação recorde de Andorra, a atriz e realizadora

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • 13.ª edição do Ull Nu Festival decorre de 20-24 de maio em Andorra la Vella com 25 curtas-metragens em competição, incluindo recorde de 5 filmes andorranos.
  • Conta com conversa de Leticia Dolera, destaque à Albânia, mesa redonda «Cristianisme Pop!» e instalações ao ar livre na Plaça del Poble.
  • Prémios totalizam milhares de euros, julgados por júris profissional e jovem, promovendo talento audiovisual local diverso.

A 13.ª edição do Ull Nu Festival, dedicada a vozes emergentes e inovação audiovisual, decorre de 20 a 24 de maio em Andorra la Vella, com uma participação recorde de Andorra, a atriz e realizadora Leticia Dolera como convidada especial, a Albânia como país em destaque e o regresso de um palco ao ar livre na Plaça del Poble.

Co-diretores Héctor Mas e Marc Camardons apresentaram uma programação com cerca de 20 atividades, abrangendo exibições, debates, instalações e atuações. O programa destaca 25 curtas-metragens, 20 das quais competem nas categorias de ficção, experimental, animação, documentário e videoclip. Cerca de um quarto dos finalistas — cinco no total — são produções andorranas, com o resto maioritariamente da Catalunha, além de entradas da Occitânia e Navarra.

Dolera junta-se à atriz Betsy Túrnez para uma sessão a 23 de maio às 18:00 no auditório do Centro de Congressos de Andorra la Vella. A conversa aborda o seu processo criativo, técnicas de realização, parcerias com atores e representações da adolescência ao lado de temas intergeracionais, tratando dos desafios de criar histórias autênticas sobre jovens sem clichés.

Uma mesa redonda «Cristianisme Pop!» a 21 de maio às 20:00 no Centro de Congressos examina a reformulação de motivos cristãos na cultura pop contemporânea, abrangendo música, cinema, moda e arte visual, e as suas transformações em papéis culturais, políticos ou estéticos. Os participantes são o especialista em arte David G. Torres, a crítica Elisabeth Trulla do HARTES e o historiador de arte Gerard Zamora.

O palco da Plaça del Poble acolhe exibições audiovisuais ao ar livre, concertos e encontros públicos. O percurso de instalações recebeu 50 candidaturas internacionais, selecionando sete — incluindo quatro peças andorranas: *Interferència humana* de Lluís Casahuga, *El cos que desperta el cos* de Mireia Martos, *Reflexar’t* do coletivo SEE do Col·legi Sant Ermengol e *Miríades mirades* do coletivo Ull Nu na Galeria Pilar Riberaygua. Estas criam um percurso noturno gratuito a 22 e 23 de maio das 21:00 à meia-noite.

O júri profissional — Betsy Túrnez, Ivana Miño do Tabaca Film Fest e a andorrana Claudia Riera — anuncia os vencedores a 23 de maio ao meio-dia. O júri jovem Carnet Jove inclui Eric Escabias, Nora Pérez e Roger Sánchez.

Os prémios ultrapassam vários milhares de euros: 1500 € para o melhor curta (Governo de Andorra); 1000 € cada para melhor guião (Conselho Geral), melhor realização (Fórum da Juventude de Andorra), melhor montagem (Governo) e memória histórica (Arquivo Nacional); 500 € para tema de saúde (Ministério da Saúde); 1000 € prémio do júri jovem; prémio do público; mais dois prémios de 500 € do Ull Nu Lab para guiões.

Mas sublinhou a promoção de obras audiovisuais alternativas, diversas e inclusivas em línguas locais para elevar o talento andorrano no estrangeiro. Joan Marc Joval, diretor de Cultura, Juventude e Desporto, chamou-lhe o principal evento audiovisual do país, misturando conteúdos variados, perspetivas de género e plataformas que conectam com públicos mais jovens.

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