Nova exposição fotográfica de Andorra homenageia refugiados da Guerra Civil Espanhola e da II Guerra Mundial
Universidade de Andorra lança exposição itinerante *Refugiats.
Pontos-chave
- Sourced from 5,000 photos in national, French, and university archives.
- Andorra sheltered 17,000 from Spanish Civil War and 8,000 from WWII.
- Three thematic sections on campus highlight identity, memory, and humanitarianism.
- Officials praise exhibit for promoting human rights and contemporary relevance.
O Observatório Interdisciplinar de História, Ciência Política, Relações Internacionais e União Europeia da Universidade de Andorra inaugurou uma exposição fotográfica itinerante, *Refugiats. Andorra, país d’acollida* (Refugiados. Andorra, um país acolhedor), que destaca o papel do Principado como refúgio e ponto de trânsito para quem fugia da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial.
O evento foi lançado a 26 de fevereiro de 2026, às 6:01, no átrio principal da universidade em Sant Julià de Lòria. Permanecerá em exibição até 24 de abril — ou possivelmente 25 de abril, segundo uma reportagem — distribuída por três secções temáticas em diferentes pisos do campus. A exposição recorre a quase 5000 fotografias provenientes do Arquivo Nacional, da Fundação Júlia Reig, arquivos franceses e coleções da universidade, explorando os efeitos da guerra, desafios de identidade, memória histórica, neutralidade e princípios humanitários em meio a conflitos vizinhos.
O reitor Juli Minoves descreveu a exposição como uma homenagem a indivíduos que encontraram em Andorra uma rota de escape e oportunidade de renovação. Sublihou o compromisso da universidade em estudar a história com rigor académico e divulgação pública, salientando como as imagens vivas da hospitalidade andorrana ajudam os estudantes a compreender os princípios democráticos. «Promover os direitos humanos e uma cultura de paz está no nosso ADN», afirmou.
O Síndico Geral Carles Ensenyat destacou a ressonância contemporânea da exposição, apontando a capacidade de Andorra para acolher mais de quatro vezes a sua população — cerca de 17 000 da Guerra Civil e 8000 da Segunda Guerra Mundial, ou mais de 25 000 em ambos os conflitos, segundo contas separadas. Disse que essas escolhas colocaram a humanidade à frente da soberania, desafiando a sociedade atual quanto ao seu potencial acolhedor.
O comissário Xavier Llovera afirmou que muitas fotos não têm identificação, o que estimula novas pesquisas; algumas famílias já reconheceram familiares. Registos adicionais de refugiados em França continuam indisponíveis, embora os esforços de recuperação prossigam.
Fontes originais
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