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Cultura·

Vida Rural Intemporal em Hpa-An, Mianmar, Captada por Fotógrafo

Entre montanhas de karst e arrozais, os locais cultivam campos à mão, navegam canais em canoas de madeira, pescam no rio Thanlwin e seguem rituais monásticos em grutas sagradas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Mulheres plantam mudas de arroz à mão na lama, rostos protegidos por pasta de thanaka.
  • Pescadores lançam redes ao longo do rio Thanlwin para capturas diárias limpas por mulheres.
  • Monges de túnicas açafrão recolhem esmolas ao amanhecer e estudam textos sagrados em mosteiros.
  • Peregrinação ao Monte Zwegabin: 3633 degraus até ao pagode no cume com vistas panorâmicas.

Em Hpa-An, um canto rural da Mianmar, a vida quotidiana decorre a um ritmo pausado entre montanhas cársticas dramáticas, arrozais envoltos em névoa e cavernas sagradas. O fotógrafo Agustí Ibáñez capta esta cena intemporal, onde imponentes falésias de calcário — esculpidas ao longo de milhões de anos pela chuva incessante — se erguem acima de canais estreitos e campos verdes vibrantes.

O cultivo de arroz continua a ser o pilar da existência para inúmeras famílias. Mulheres, com o rosto coberto de thanaka — uma pasta amarela feita da casca de árvores para proteção solar — caminham descalças na lama, plantando mudas à mão. Canoas de madeira são o único meio de navegar pelos canais estreitos, transportando produtos de pequenos jardins ao longo das margens. Estes talhões familiares produzem ervas, bananas, papaias, beringelas, tomates, feijões, malaguetas ardentes e abóboras que pendem como lanternas à entrada das casas. Ao amanhecer, os locais carregam cestos de bambu tecidos à mão para os mercados, garantindo refeições e rendimento modesto.

Ao longo do rio Thanlwin, que atravessa Hpa-An, os pescadores deslizam em barcos envelhecidos, lançando redes com precisão experiente para locais conhecidos. Uma boa pesca significa peixes agitados a encher cestos, limpos por mulheres à espera para uso doméstico ou venda.

Em mosteiros humildes, o tempo quase para. Antes do nascer do sol, os monges entoam mantras, as suas respirações profundas misturando-se com o ar fresco. Vestidos com túnicas açafrão, saem descalços para as ruas, tigelas na mão, para recolher as esmolas diárias — a sua única refeição. Noviços mais jovens estudam textos sagrados à tarde, orientados pelos anciãos nos ensinamentos budistas. Pequenas pagodes douradas empoleiram-se no topo de faces rochosas abruptas e picos, fundindo natureza e espiritualidade; dentro das montanhas encontram-se cavernas labirínticas que abrigam templos subterrâneos.

Este é o ritmo duradouro da Ásia rural, intocado pela pressa moderna. Ibáñez destaca locais como o Monte Zwegabin, um importante sítio de peregrinação budista. Subir os seus 3633 degraus de pedra exige esforço, mas as vistas panorâmicas de arrozais e pagodes recompensam cada subida ao pagode no cume. Aqui, a existência segue o sol, os pássaros e os suaves remos das canoas, resistindo ao ritmo do Ocidente.

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Fontes originais

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