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Encamp aprova remodelação de 8,5M€ no centro desportivo de Pas de la Casa em meio a protesto na Praça da Igreja

Encamp aprova renovação de 8,5 milhões de euros no centro desportivo de Pas de la Casa, triplicando ginásio para 583 m² até 2028, enquanto residentes contestam remodelação de 1,4M€ na Praça da Igreja por falta de transparência e património.

Pontos-chave

  • Encamp aprova 8,5M€ para renovação do centro desportivo de Pas de la Casa, triplicando ginásio para 583 m² até 2028.
  • Projeto adiciona área de bem-estar, moderniza piscina e padel, em fases para minimizar perturbações.
  • Residentes protestam contra remodelação de 1,4M€ na Praça da Igreja por transparência e património.
  • Junta apoia negócios afetados por deslizamento e corrige defeitos no Ossa Park.

A junta paroquial de Encamp aprovou um contrato de 8,5 milhões de euros com a Edicom para a renovação e expansão do centro desportivo de Pas de la Casa. O projeto, que decorrerá de junho de 2025 à primavera de 2028, quase triplicará o espaço da ginásio, de 185 para 583 metros quadrados, criará uma nova área de bem-estar na pequena piscina com jacuzzi e elementos de água, impermeabilizará a piscina principal, modernizará os balneários e o court de padel coberto, e adicionará uma sala multiuso de 200 metros quadrados. O conselheiro Nino Marot descreveu-o como uma resposta ambiciosa à idade da instalação — com partes com mais de 40 anos — e à procura crescente, com 524 subscritores, quase 700 atletas de elite e mais de 7000 entradas diárias de hóspedes de hotéis.

Os trabalhos serão realizados por fases para minimizar perturbações. A primeira, no sétimo andar, deste verão até ao verão de 2027, inclui um novo ginásio na antiga área de bar, uma sala de atividades dirigidas (com a biblioteca a mudar para o local), receção central e melhor acesso à sala multiuso. O ginásio atual mantém-se aberto até estar pronta a renovação. A segunda fase, a partir do verão de 2027, visa o sexto andar e a piscina, fechando a piscina principal aos subscritores durante cerca de um ano — inicialmente três meses, podendo prolongar-se — priorizando eventos desportivos de elite como os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2028. Os utilizadores poderão recorrer às instalações de Encamp ou Canillo. O custo total ultrapassa a estimativa inicial de 7 milhões de euros devido ao âmbito alargado, notou Marot, mas as propostas concorrentes atingiram 9-10 milhões de euros. O grupo de oposição Avancem apoiou a adjudicação, citando a inflação na construção.

As subscrições de não residentes passam agora a exigir escolha entre os complexos de Pas de la Casa ou Encamp. A junta aprovou também 19 302 euros em apoios diretos e 3400 euros em isenções de taxas para empresas de Pas afetadas pelo deslizamento na RN-20, com candidaturas abertas até 1 de setembro.

Em separado, residentes de Pas de la Casa lançaram uma recolha de assinaturas exigindo a suspensão da remodelação da Praça da Igreja, de 1,4 milhões de euros, aprovada em julho de 2025 e prevista iniciar-se no início de maio de 2026. Criticam a falta de transparência, ausência de consulta pública e potencial obstrução da visibilidade da igreja — um marco identitário essencial —, além de preocupações técnicas como descontaminação do solo, drenagem, acessibilidade conforme novas leis e impactos económicos coincidentes com obras na avenida. “Não somos contra melhorias, mas alterar a visibilidade da igreja sem diálogo é inaceitável”, afirmaram os representantes. Exigem uma sessão pública com planos completos e revisões para preservar o património.

A junta de Encamp defende o projeto como impulsionado por cidadãos, partilhado com conselhos económicos e de juventude, responsáveis da igreja e outros. Visa uma praça maior e acessível com áreas de jogo, espaço para eventos, abrigo de autocarro aquecido ampliado e reparações na igreja incluindo isolamentos, refresco da fachada e melhorias térmicas — sem alterar a proeminência exterior. Os documentos estão online; um folheto será distribuído aos residentes em breve. Os trabalhos decorrerão de maio a novembro de 2026, retomando após o inverno para terminar antes da ponte de Puríssima, se o tempo permitir. Não está planeada paragem.

A oposição Avancem questionou defeitos no Ossa Park, incluindo zonas enlameadas, algas na lagoa pouco saudável e infiltrações no estacionamento. A Cònsol Major Laura Mas disse que as reparações — responsabilidade do empreiteiro, com 460 000 euros retidos — terminam em 15 dias, mais caminhos financiados pela junta (10 600 euros) e dispositivo de ultrassons (16 000 euros) para a lagoa, eficaz em 2-3 meses. Avancem aceitou o calendário. O parque de 8,3 milhões de euros, inaugurado em junho de 2024 após atrasos, ganhou prémios de arquitetura apesar de problemas exteriores.

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