Jogadores do UE Santa Coloma Criticam Donos por Atrasos de 180 Mil Euros nos Salários e Ameaçam Ação Legal
Plantel emitiu comunicado a expor problemas financeiros persistentes, rejeitou tentativas de diálogo e elogiou a resiliência ao conquistar o 2.º lugar na liga em plena crise.
Pontos-chave
- Jogadores acusam Grup MX e presidente Pere Augé de atrasos salariais e violações no valor de 180.000 euros.
- Plantel terminou em 2.º lugar na liga apesar dos problemas, mantendo treinos e jogos profissionais.
- Criticam Own a Team por promessas não cumpridas e ausência de diálogo da direção.
- Exigem pagamento imediato sob pena de ação legal após negociações falhadas.
Os jogadores do UE Santa Coloma acusaram a direção e a gestão do clube de meses de atrasos nos salários e violações contratuais que totalizam pelo menos 180.000 euros, avisando para ações legais caso os pagamentos não sejam efetuados imediatamente.
Num comunicado conjunto divulgado na terça-feira, o plantel detalhou problemas financeiros persistentes ao longo da época, incluindo falhas repetidas nos pagamentos e obrigações não cumpridas para com os jogadores da equipa principal e os treinadores dos escalões de formação. Apesar destes desafios, os jogadores sublinharam a sua conduta profissional, salientando que continuaram a treinar e a competir todos os fins de semana sem usar as dificuldades como desculpa. Destacaram a conquista dos objetivos desportivos da época, ao terminar em segundo lugar na liga e a defender o emblema do clube sob extrema pressão.
O comunicado criticou diretamente o proprietário do clube, Grup MX, por rejeitar repetidamente tentativas de diálogo direto para resolver a crise. Os jogadores disseram que procuraram soluções negociadas nos últimos meses, mas não obtiveram resposta. Culparam também a Own a Team, que geriu grande parte da vertente desportiva e administrativa do clube esta época, por emitir mensagens de tranquilidade e garantias absolutas de que as obrigações seriam cumpridas — promessas que não se concretizaram.
A crítica mais dura foi reservada ao presidente do clube, Pere Augé, descrito pelos jogadores como ausente na liderança. «Faltou-nos uma presença ativa e uma liderança capazes de enfrentar os problemas que surgiram», afirmou o comunicado, acrescentando que os pedidos de paciência substituíram soluções concretas após meses de queixas. Os jogadores enfatizaram que se mantiveram em silêncio para preservar a estabilidade institucional, mas já não o podem fazer com dívidas em atraso.
Esta escalada surge após a recusa da licença UEFA ao clube, críticas públicas do diretor-geral Juan Manuel López — que já não está na Andorra — e recentes relatos de atrasos salariais. O plantel insistiu que só pretende o que foi acordado, assinado e prometido, declarando: «Depois de tudo o que este plantel deu a este clube, é o mínimo que merecemos.» Ações legais seguir-se-ão se a situação não for regularizada de imediato.
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