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Desporto·

UE Santa Coloma e Ranger’s FC em risco de despromoção por falta de documentos financeiros

A Federação Andorrana de Futebol prorrogou o prazo para entrega de extratos bancários e provas de dívidas. Falha até quarta-feira implica descida à II Divisão e atrasa calendário da elite em reformas.

Pontos-chave

  • Comité de Competições deu seis dias para extratos bancários após falha em 10 de junho.
  • Não cumprimento desce clubes à Lliga Grup Pirineu; sobem duas da II Divisão.
  • Calendário parado até confirmação; ambos perderam licenças UEFA na época passada.
  • Assembleia aprova SAOE obrigatório em 2027-28 e fundo de salários.

UE Santa Coloma e Ranger’s FC têm seis dias úteis para entregar documentação financeira adicional, incluindo extratos bancários, sob pena de despromoção automática da Lliga Multisegur Assegurances.

O Comité de Competições da Federação Andorrana de Futebol (FAF) concedeu a prorrogação após as submissões iniciais dos clubes não terem obtido aprovação, na sequência do prazo de registo de 10 de junho. Fèlix Álvarez, presidente da FAF, confirmou a situação antes da 32.ª Assembleia Geral da federação, na sala de imprensa do Nou Estadi, em Encamp. Sem cumprimento até quarta-feira próxima, os clubes desceriam à Lliga Grup Pirineu, com duas equipas da II Divisão promovidas para manter uma elite de 10 equipas. Isto paralisou o calendário da liga, como explicou Álvarez: “Não podemos definir o calendário até sabermos as equipas da Primera Divisió.”

O representante da UE Santa Coloma, Efraín Martín, expressou frustração com o prazo apertado, notando que o clube cumpriu os requisitos originais e agora enfrenta novas exigências, como provas de quitação de dívidas. O clube afirma estar em dia com pagamentos a trabalhadores e contribuições para a CASS, e iniciou a conversão para Societat Anònima d’Objecte Esportiu (SAOE). Martín sublinhou os esforços para resolver o assunto de forma colaborativa: “Queremos que tudo acabe bem e vamos tentar até ao fim, mas deram pouca margem.” O Ranger’s, por seu lado, manifesta confiança após liquidar uma dívida de 26 mil euros com o Ministério Público e obrigações com a CASS, embora faltem ainda outros documentos.

Ambos os clubes perderam as licenças UEFA na última temporada devido a salários em atraso e outras dívidas, ficando fora da Europa apesar de bons resultados domésticos. Álvarez enfatizou a adesão estrita às regras, embora a assembleia possa explorar opções excecionais.

A assembleia aprovou reformas mais amplas, incluindo obrigatoriedade de estatuto SAOE para os clubes do topo a partir de 2027-28 e um fundo de garantia — financiado pela FAF, clubes, jogadores e treinadores — para cobrir até três meses de salários em litígios. A federação recuperaria os fundos retendo subsídios da UEFA ou FIFA. O montante inicial do fundo aguarda análise de casos passados.

As contas da FAF para 2026 registaram um excedente de 621 euros, compensado por obras nos estádios, compromissos expandidos com a UEFA em escalões de formação e seleções nacionais, aluguer do estádio do FC Andorra e o jogo da seleção principal contra Inglaterra. O orçamento para 2027 sobe para 10,75 milhões de euros face ao aumento de atividades.

Os clubes andorranos garantem quatro lugares europeus na próxima temporada: um na Liga dos Campeões para o campeão, três na Liga Conferência, com o terceiro via ‘playoffs’ entre 3.º a 6.º classificados. A tentativa de regresso à II Divisão da UE Sant Julià falhou por requisitos não cumpridos, incluindo dívidas pendentes, apesar do registo efetuado pelo Ministério Público.

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