Andorra duplica taxa de licença de ciclismo para 1500 € devido a custos antidoping
Federação Andorrana de Ciclismo e autoridades defendem aumento de 750 € face a críticas, destinando verbas para casos caros de doping da UCI com mais de 100 atletas.
Pontos-chave
- Taxa duplicada para 1500 € após UCI rejeitar depósito reembolsável, com receitas para fundo antidoping que cobre casos de 10k-15k €.
- Maioria dos mais de 100 ciclistas de elite em Andorra aceitou e renovou licenças.
- Críticas de Carlos Verona resolvidas em reunião com ministra Mònica Bonell.
- Decisão coordenada com governo para proteger orçamento da federação e funding de base.
A Federação Andorrana de Ciclismo (FAC) e responsáveis governamentais defenderam a decisão de duplicar a taxa de licença de ciclismo profissional para 1500 €, apresentando-a como uma salvaguarda contra os elevados custos de processos antidoping num país com mais de 100 ciclistas de elite residentes.
Num comunicado em resposta às críticas, a FAC detalhou o processo: após consultar o Secretariado de Estado do Desporto e obter aprovação da assembleia, introduziu primeiro um depósito reembolsável. Isto permitiu a muitos profissionais regularizarem o seu estatuto. Contudo, a União Ciclista Internacional (UCI) rejeitou o modelo por ser incompatível com as práticas noutras partes. Reuniões subsequentes, com representantes do governo, levaram ao aumento da taxa de 750 €, com parte das receitas dirigidas a um fundo específico antidoping. A federação sublinhou que tais processos podem custar entre 10 000 € e 15 000 € cada um segundo as regras da UCI, representando uma ameaça real ao seu orçamento modesto e ao financiamento do ciclismo de base.
A FAC referiu que a maioria dos profissionais residentes aceitou a mudança, com muitos a renovarem as licenças sem problemas apesar da comunidade ciclista ampla e diversa. Respondeu às críticas diretas do ciclista espanhol Carlos Verona, que visou a presidente da federação Carolina Poussier, enfatizando que as decisões foram coletivas e coordenadas com instituições desportivas e o governo. A federação apelou à evitação de ataques pessoais e reafirmou a sua abertura a todos os profissionais residentes, comprometendo-se com a sustentabilidade do desporto e o crescimento de base.
A ministra da Cultura e Desporto, Mònica Bonell, reuniu-se com Verona após a sua carta aberta nas redes sociais a expressar frustração com as licenças e depósitos. Repreendeu-o suavemente por ter tornado o assunto público sem primeiro contactar o ministério, embora reconhecesse o seu direito de manifestar preocupações. O encontro visou aproximar posições entre Verona e a FAC. Bonell descreveu a disputa como resolvida, com uma solução alinhada com a UCI para cobrir despesas relacionadas com doping que a federação não pode suportar com as suas subvenções. Andorra espera agora um gradual retorno à normalidade à medida que os profissionais renovam as licenças no novo sistema.
Fontes originais
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