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Desporto·

Andorra Envia Maior Equipa de Esqui para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

Gestor da FAE, Carles Visa, otimista quanto à delegação recorde em meio ao crescimento de talentos e desafios de recursos, com vistas a bons resultados de estrelas como Joan Verdú.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Maior delegação andorrana de esqui reflete desenvolvimento de talentos e melhor organização.
  • Esperanças de top-30 para Joan Verdú, Carla Mijares, Jordina Caminal, Cande Moreno e Xavier Cornella.
  • Competição renhida pelo último lugar masculino entre Xavier Cornella e Bartumeu Gabriel.
  • Desafios incluem elevados custos, equipas limitadas e equilíbrio entre jovens e elites.

Carles Visa, gestor da Federação Andorrana de Esqui (FAE), expressou otimismo quanto à maior delegação de sempre de esqui de Andorra nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, atribuindo-o a anos de desenvolvimento constante no treino de atletas, estruturas de clubes e equipas nacionais.

Falando do seu gabinete na sede da FAE, onde supervisiona as operações diárias, relações com a FIS, calendários de competições e regulamentos, Visa destacou o marco como fonte de orgulho. «Estamos muito satisfeitos por participar com a maior equipa de sempre em esqui», disse, notando que isso reflete o talento crescente e uma organização melhorada, apesar do estatuto de Andorra como pequena federação com restrições de recursos.

A delegação inclui grandes esperanças para Joan Verdú, cujas fortes prestações no ano passado o posicionam para um resultado de destaque, apesar de um início de época irregular. Visa antecipa lugares no top-30 ou melhores para as mulheres Carla Mijares, Jordina Caminal e Cande Moreno — que impressionaram nos Jogos anteriores — bem como para Xavier Cornella, que ganha experiência na estreia. Talentos emergentes como Gina e Irineu também podem brilhar se esquiirem ao seu nível conhecido sem erros. «Se tudo correr bem e mostrarmos as nossas capacidades, tenho a certeza de que vamos fazer um bom resultado», afirmou Visa.

Os atletas chegam confiantes nas suas capacidades de esqui, embora os resultados recentes tenham ligeiramente abalado o moral. A preparação segue protocolos standard visando consistência na Taça do Mundo, em vez de ajustes específicos para os Jogos Olímpicos, com a pressão vista como constante na competição de elite. Visa enfatizou que gerir eficazmente essa pressão é a chave para o sucesso.

O último lugar masculino revelou-se controverso, opondo Xavier Cornella a Bartumeu Gabriel numa corrida renhida decidida por milissegundos nos testes recentes. «Foi muito difícil, especialmente para eles», disse Visa, elogiando ambos como grandes talentos e incentivando Gabriel a não perder a motivação para futuras Taças do Mundo.

Visa refletiu sobre quase duas décadas na FAE, sublinhando o progresso a longo prazo desde a base até ao nível de elite. Os desafios persistem: os elevados custos do esqui tensionam orçamentos dependentes de financiamentos estatais, patrocinadores e contribuições familiares. A federação não tem fisioterapeutas fixos nem técnicos de esqui completos, mas avançou graças às instalações e apoio médico do centro de alto rendimento CTEO.

Os debates em curso centram-se no equilíbrio entre investimentos no desenvolvimento de jovens e atletas de topo. «Precisamos de base e de elite — é um círculo vicioso», observou Visa. O sucesso nos Jogos poderia marcar um ponto de viragem, embora ele priorize a consolidação sustentável ao lado de quaisquer sonhos de pódio.

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