Voltar ao inicio
Desporto·

Ester Ledecká lidera treino de descida da Taça do Mundo feminina na estreia de Andorra

Esquiadora checa Ester Ledecká marcou o melhor tempo de 1:33.39 na pista Àliga, à frente das italianas Delago e Goggia, antes da primeira prova feminina em Andorra.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaAltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Ledecká marca 1:33.39, à frente de Delago (+0,37s) e Goggia (+0,43s).
  • Àliga de Andorra acolhe primeira Taça do Mundo feminina: descida sex 11h, super-G sáb/dom.
  • Percurso: 2,4 km, queda de 751 m, velocidades acima de 117 km/h, neve compacta elogiada.
  • Geral descida: Vonn lidera com 400 pts; Ledecká pode abalar Crystal Globe.

A checa Ester Ledecká dominou o segundo treino de descida da Taça do Mundo feminina na pista Àliga, em El Tarter no Grandvalira, marcando o melhor tempo de 1:33.39 na sexta-feira. Terminou à frente da italiana Nicol Delago por 0,37 segundos e de Sofia Goggia por 0,43 segundos. A alemã Emma Aicher, segunda na geral de descida, foi 38.ª, enquanto a compatriota Kira Weidle Winkelmann foi 10.ª. A andorrana Jordina Caminal, com o dorsal 52, terminou em 45.º, a 4,17 segundos da líder — igual à sua posição na sessão de abertura de quinta-feira.

A sessão encerrou dois dias de treinos antes das corridas, com cerca de 60 esquiadoras de 15 nações na quinta-feira e os organizadores a esperarem até 66 nas competições: descida na sexta-feira às 11h, seguida de super-gigantes no sábado e domingo às 10.15h. As velocidades ultrapassaram os 117 km/h na primeira sessão no percurso de 2,4 km, que desce 751 m com uma inclinação média de 28% e inclui o salto Gall a meio e a emblemática curva Curvone mais abaixo.

Trata-se da primeira Taça do Mundo feminina em Andorra, transferida de um super-gigante cancelado em Zauchensee a 11 de janeiro e integrada num calendário de três treinos sem problemas. A pista beneficiou de nevões intensos, preparação desde novembro, aprovação prévia do Snow Control e humidade inicial que criou uma base sólida. O diretor da prova, Santi López, elogiou a superfície compacta e homogénea com a dureza ideal para velocidade e segurança, expressando satisfação após as verificações pré-evento. «A pista está em muito bom estado», disse.

Goggia, líder da geral de super-gigante com 280 pontos à frente da neozelandesa Alice Robinson (220), descreveu a neve como compacta e perfeita, acrescentando que o primeiro treino ajuda a compreender a pista, o segundo melhora a técnica e a corrida exige esforço total. Federica Brignone, campeã olímpica de super-gigante e slalom gigante de 35 anos a recuperar de lesão, terminou em 17.º na quinta-feira a 1,58 segundos do ritmo e descreveu a Àliga como uma das suas favoritas com condições excelentes.

Caminal, de 22 anos e única representante de Andorra após o acidente olímpico de Cande Moreno, disse sentir-se confortável apesar de erros na sessão de abertura. «A pista é incrível e muito divertida — a organização fez um trabalho excecional», afirmou, visando refinar as linhas na sexta-feira.

A lesão nos ligamentos do joelho de Lindsey Vonn em Crans-Montana e ausências em Cortina colocam-na no topo da tabela de descida com 400 pontos, 144 de vantagem sobre Aicher (terceira é Weidle Winkelmann com 232, seguida de Laura Pirovano com 207). Com cerca de 300 pontos em jogo na final da temporada, candidatas como Ledecká, Romane Miradoli e Cornelia Hutter podem abalar as corridas à Crystal Globe. O secretário da prova, Marc Mitjana, destacou o salto em relação à Taça Europa masculina da última temporada, com um orçamento quadruplicado a financiar bilheteira, aldeia de boas-vindas, zonas ampliadas e mais. Defendeu uma Taça do Mundo masculina como objetivo final, valorizando o reconhecimento da FIS no circuito feminino.

Partilhar o artigo via