Batllia investiga presidente da Federação Andorrana de Tiro por alegações de coacção
Batllia abre processo contra o presidente da federação após queixas de membros do Clube de Tiro de Precisão de Andorra que alegam ameaças, abusos e.
Pontos-chave
- Cinco queixas à polícia citam coacção, ameaças e abuso de autoridade pelo presidente.
- Disputa envolve finanças opacas e seleção injusta de atiradores para os Jogos dos Pequenos Estados.
- Clube alega retaliação após denúncia de despesas injustificadas e favoritismo.
- Responsáveis desportivos cientes há mais de 18 meses, mas adiaram ação para evitar escândalo nos Jogos.
A Batllia abriu processo contra o presidente da Federação Andorrana de Tiro na sequência de pelo menos cinco queixas apresentadas à polícia por membros do Clube de Tiro de Precisão de Andorra, que alegam coacção, ameaças e abuso de autoridade. Os queixosos pediram uma ordem de afastamento, e as queixas — juntamente com uma ação penal — terão de ser ratificadas perante a Batllia nas próximas semanas, onde serão introduzidos novos elementos, embora o seu peso criminal ainda seja incerto.
A disputa centra-se nos critérios de seleção de atiradores para os Jogos dos Pequenos Estados e na falta de transparência nas finanças da federação. Membros do clube destacam despesas injustificadas de grande escala e práticas que prejudicam o seu clube em favor de outros. Alegam que a denúncia destes problemas provocou pressões retaliatórias e comportamentos irregulares por parte do presidente da federação.
As queixas, apresentadas há vários meses, também resultam da inação administrativa. Membros do Clube de Tiro de Precisão tinham informado o Departamento do Desporto bem antes dos Jogos dos Pequenos Estados, mas os responsáveis priorizaram o bom andamento do evento. Até à data, nem o Departamento do Desporto nem o Comité Olímpico Andorrano tomaram medidas, segundo representantes do clube. O ministro do Desporto e o secretário de Estado receberam relatórios detalhados sobre as anomalias; fontes indicam que o secretário de Estado incentivou queixas formais, enquanto o Departamento do Desporto notificou o Ministério do Interior — dada a natureza da federação e o cargo do presidente como polícia, que terá invocado em mensagens intimidatórias.
Esforços anteriores para obter contas detalhadas da federação, incluindo recibos de despesas, falharam, incluindo um processo na Batllia iniciado pelo clube. Espera-se que a ação penal em curso permita o acesso a esses registos.
Na sua primeira declaração pública sobre o assunto, a Secretaria de Estado do Desporto expressou arrependimento pela situação da federação, mas recusou mais comentários, descrevendo-o como um assunto judicializado. Os responsáveis mantiveram o silêncio durante a controvérsia inicial, apesar de mais de 18 meses de conhecimento através de contactos presenciais e escritos de membros do clube. Anteriormente, citaram o desejo de evitar escândalos antes ou durante os Jogos.
Os queixosos listam mais alegadas irregularidades, maioritariamente administrativas: obras de construção não autorizadas, favoritismo comercial — incluindo com armarias, como confirmado pela reportagem da Altaveu — e relatórios erróneos ao Fundo de Segurança Social de Andorra (CASS). Questionam também as seleções para a seleção nacional, alegando que atiradores de reputação duvidosa representaram Andorra internacionalmente, atraindo a atenção de federações estrangeiras.
As tensões são elevadas entre os líderes do Clube de Tiro de Precisão e o presidente da federação, bem como o delegado da disciplina de precisão. Nenhum deles é membro do clube, que exerce os seus direitos de admissão. O presidente demitiu-se a 9 de janeiro, e um pedido posterior de reinscrição foi negado. Há semanas, apareceu nas instalações do clube com uma «atitude violenta e intimidatória» apesar do seu estatuto de não sócio, levando o pessoal a pedir-lhe que saísse.
Helena Anillo indicou que a demissão do presidente poderá ser o próximo passo no âmbito da investigação.
Fontes originais
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