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Desporto·

Esquiadora andorrana Carla Mijares abandona slalom feminino nos Jogos Olímpicos de Milano-Cortina

Carla Mijares não concluiu a primeira descida de slalom devido a lesão no dedo do pé, encerrando a campanha olímpica de Andorra com resultados históricos em esqui alpino apesar dos contratempos.

Sintetizado a partir de:
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Pontos-chave

  • Mijares largou em 42.º, perdeu tempo cedo, ganhou no setor 2, mas abandonou no duplo portão; 28/95 largadoras falharam.
  • Competiu com lesão no dedo grande esquerdo desde janeiro, considerou largar uma vitória, motivada para 2030.
  • Mikaela Shiffrin ouro (1:39.10), à frente de Rast e Larsson.
  • Andorra: Verdú 10.º GS, Cornella 21.º slalom; lesões a Moreno (LCA), outros.

Carla Mijares falhou a conclusão da primeira descida do slalom feminino nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 na quarta-feira em Cortina d'Ampezzo, encerrando a participação de Andorra nos Jogos.

A esquiadora de 23 anos da Federació Andorrana d'Esquí (FAE), que largou com o dorsal 42, cometeu um erro inicial no primeiro setor que lhe custou 3,75 segundos, deixando-a provisoriamente em 36.º lugar. Ganhou ímpeto no segundo setor com um tempo intermédio de +0,62, mas saiu da pista durante um rápido duplo portão ao tentar fechar a linha e recuperar tempo. Dos 95 participantes, 28 não completaram a descida, impedindo Mijares de avançar para a segunda.

Apesar de uma lesão no músculo flexor do dedo grande do pé esquerdo desde finais de janeiro — que causava dor dentro da bota e limitou os treinos —, Mijares saltou a combinada por equipas, mas competiu após sessões recentes com sensações melhores. Depois, refletiu que simplesmente largar já parecia uma vitória face às dúvidas semanais. Largou forte apesar da dor inicial, perdeu o ritmo cedo, quase saiu mais uma vez, depois acelerou antes do erro fatal. «Adorei imenso a experiência e saio motivada para treinar nos próximos quatro anos e regressar mais forte do que nunca», disse.

Mikaela Shiffrin, dos EUA, conquistou o ouro com 1:39.10, o seu terceiro título olímpico e quarta medalha no total, à frente da suíça Camille Rast (prata, +1,50) e da sueca Anna Swenn Larsson (bronze, +1,71). Shiffrin liderou a primeira descida em 47,13 segundos sobre a alemã Lena Dürr (+0,82) e a sueca Cornelia Oehlund (+1,00).

A campanha de Andorra trouxe máximos históricos apesar das lesões. Joan Verdú foi 10.º no slalom gigante masculino, Xavier Cornella 21.º no slalom masculino e Jordina Caminal 24.ª no downhill feminino — todos recordes nacionais. Contratempos incluíram a rutura do ligamento cruzado anterior de Cande Moreno no downhill (cirurgia marcada para 12 de março), o abandono de Caminal no super-G e os resultados de estreia da fondista Gina del Rio: 44.ª no skiathlon, 47.ª no sprint clássico e 35.ª nos 10 km livres apesar de um constipado pré-prova. Irineu Esteve retirou-se do fundo para se focar na recuperação.

O diretor de esqui alpino da FAE, Roger Vidosa, descreveu o balanço alpino como positivo apesar dos desafios, elogiando a bravura de Mijares: «É pena uma lesão dessas atingir nos Jogos que ocorrem de quatro em quatro anos, mas o desporto é assim.» Olha para pódios no ciclo 2030 com a atual equipa forte. O responsável de fundo Xabier del Val classificou os Jogos como difíceis, destacando a valiosa experiência de estreia de del Rio enquanto jovem atleta e a retirada sensata de Esteve dada a forma física abaixo do normal toda a época. O 19.º lugar de Vicky Grau no slalom de Nagano 1998 continua a ser o melhor de Andorra na prova.

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