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Desporto·

Engenheiro de 71 anos partilha aventuras de esqui de fundo na Finlândia

Àngel Artigas relata a sua paixão de 25 anos pelo esqui de fundo finlandês, incluindo uma travessia Border to Border de 415 km, numa conversa em Ordino-la.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Descobriu o esqui há 25 anos; viveu/trabalhou na Finlândia, regressa anualmente.
  • Completou Border to Border 2016: 415 km em 7 dias, apoiado com autocarros e refrescos.
  • Desafios: -28°C, ventos; dicas incluem roupa térmica, aquecedores de mãos, paciência.
  • Saariselka tem rede de autocarros e trilhos para cabanas; não exige forma elite, só preparação.

Àngel Artigas, engenheiro de 71 anos de Sabadell, vai partilhar a sua paixão pelo esqui de fundo na Finlândia numa conversa esta noite às 21h no ACCO em Ordino-la Massana, no âmbito do Ciclo de Cinema, Montanha e Viagens de Ordino-la Massana.

Artigas, que trabalhou como engenheiro técnico, descobriu o esqui de fundo há 25 anos através da filha, corredora da Unió Excursionista de Sabadell. O seu amor pelo desporto aprofundou-se na primeira viagem à Finlândia nos anos 1990, que descreve como um paraíso para o esqui de fundo. Mais tarde, viveu lá por motivos profissionais e regressa quase todos os anos desde então.

Um dos pontos altos foi a participação na travessia Border to Border de 2016, uma jornada de 415 quilómetros da fronteira russa à sueca, concluída em sete dias. O evento é bem apoiado, com um autocarro a meio de cada dia para distâncias mais curtas, refrescos a cada 10 quilómetros e uma motoneve atrás para ajudar os retardatários.

Qualquer pessoa habituada a esquiar 30-35 quilómetros diários consegue, diz Artigas, embora o tempo seja o maior desafio: ventos fortes nas planícies abertas e temperaturas a cair para -28°C, onde o esqui se torna impossível abaixo de -20°C. Recomenda roupa térmica de qualidade, aquecedores de mãos, telemóvel totalmente carregado com bateria extra e paciência se for preciso resgate.

Artigas vai também exibir um curto filme sobre Saariselka, uma aldeia com uma excelente rede de autocarros e trilhos sinalizados que ligam cabanas abastecidas com lenha. Algumas oferecem café dos locais; outras proporcionam solidão junto à lareira. A atmosfera distingue-se dos típicos resorts de esqui, nota ele.

Entre as anedotas: há três anos, uma bota de esqui partida obrigou-o a coxear até um same que o levou de carro a um autocarro. Confirma o orgulho local em ter mais renas do que samis, embora as veja principalmente no verão.

Na sua apresentação, Artigas pretende mostrar que tais aventuras não exigem atletismo de elite como o de Kilian Jornet – basta preparação, bom senso e forma física básica.

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Fontes originais

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