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Desporto·

Joan Verdú Termina 26.º na Taça do Mundo de Slalom Gigante, Falha Finais

Esquiador andorrano Joan Verdú terminou em 26.º lugar no slalom gigante da Taça do Mundo 2025-2026 com 60 pontos, falhando as finais de Lillehammer por dois após DNF em Kranjska Gora.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Terminou em 26.º com 60 pontos, dois abaixo das finais após quatro DNF em oito partidas.
  • Ponto alto da época: 10.º nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina com a segunda descida mais rápida.
  • Dificuldades na adaptação ao equipamento VAN DEER-Red Bull após 12 anos com Head.
  • Separação do treinador Juan Lago; considera mudanças de equipamento para a próxima época.

O esquiador alpino andorrano Joan Verdú terminou a sua temporada de slalom gigante da Taça do Mundo 2025-2026 em 26.º lugar com 60 pontos, falhando as finais de Lillehammer por dois pontos após um DNF na primeira descida em Kranjska Gora.

O resultado pôs fim a uma série de três anos de qualificações para as finais e marcou a sua campanha mais difícil desde que passou a tempo inteiro no circuito de elite em 2022-2023. Verdú não registou acabamentos no top-10 da Taça do Mundo este ano, apesar de quatro em cada uma das duas épocas anteriores. O ponto alto da temporada foi o 10.º lugar nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina em Bormio, onde fez o tempo mais rápido na segunda descida, quase igualando o nono lugar dos Jogos anteriores.

Verdú começou forte com 12.º em Sölden — a 1,36 segundos da vitória de Marco Odermatt em condições de vento, nevoeiro e pista rutada — depois 16.º em Copper Mountain com um sexto lugar na segunda descida. Seguiu-se 20.º na primeira descida em Beaver Creek antes de um DNF na segunda, outro DNF em Val d'Isère a partir de 27.º, 19.º em Alta Badia, 20.º em Adelboden, uma queda no treino antes de Schladming e a saída em Kranjska Gora — o seu quarto DNF em oito partidas.

Num vídeo no YouTube, Verdú expressou frustração com a queda em Kranjska Gora numa pista que aprecia. Optou por arriscar um bom resultado em vez de jogar pelo seguro para pontos de qualificação, dado o seu estatuto limite. «O meu objetivo não eram as finais — é estar muito mais acima. Sei o meu nível», disse, acrescentando que avaliou os riscos, viu uma oportunidade e foi a fundo. Lamentou não ter mostrado o ritmo dos treinos recentes e a forma olímpica, chamando o dia «muito difícil» e o final «uma merda», especialmente porque se sentia competitivo outra vez.

Verdú atribuiu parcialmente as dificuldades à adaptação de 12 anos com Head para o equipamento VAN DEER-Red Bull Sports. Testou múltiplos esquis e botas, fixando-se numa bota protótipo com ajustes que ajudaram na corrida olímpica e nas sessões antes de Kranjska Gora. «Não é melhor ou pior, só diferente e não se adequa tão bem ao meu estilo», disse, agradecendo à equipa os esforços.

Sempre autocrítico, Verdú assumiu toda a culpa pelos erros, recorrendo a lesões passadas para lidar com a deceção. «Estou a competir com os melhores do mundo — algo de que sonhava miúdo — e não me queixo do top 30», observou. Elogiou o profissionalismo e a paixão da sua equipa, sublinhando a necessidade de analisar sucessos e áreas de melhoria.

Grandes mudanças na pré-temporada incluem a separação do treinador Juan Lago após quatro anos. Fontes indicam que Lago decidiu sair para um cargo com o norueguês Henrik Kristoffersen, sem anúncio oficial. Verdú considera mudanças de equipamento, como regressar à Head mantendo ligações à Red Bull, sem nada confirmado. Enfrenta agora um período de reflexão antes da abertura em Sölden a 25 de outubro.

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