Voltar ao inicio
Desporto·

Esquiadora andorrana Cande Moreno sofre lesões no joelho e no polegar em queda nos Jogos Olímpicos

Cande Moreno caiu na descida feminina de Milão-Cortina 2026, rompendo o LCA do joelho e rasgando um ligamento do polegar, enquanto a colega de equipa

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl PeriòdicBon Dia

Pontos-chave

  • LCA do joelho esquerdo de Moreno rompido e ligamento do polegar direito rasgado; cirurgias pendentes, recuperação de 6 meses.
  • Começou forte (prov. 23.º) antes da queda; evacuada de helicóptero para o hospital, ecoando queda anterior de Vonn.
  • Caminal terminou em 24.º (1:41.34), melhor descida feminina olímpica de Andorra, dedicada a Moreno.
  • Andorra retira-se da combinada por equipas devido a lesões adicionais de Mijares.

A esquiadora andorrana Cande Moreno sofreu uma rutura do ligamento cruzado anterior no joelho esquerdo e uma rotura do ligamento interno no polegar direito durante uma queda na descida feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, no traçado Olympia delle Tofane em Cortina d'Ampezzo. Exames confirmaram as lesões após o joelho torcer para dentro na aterragem de um salto, exigindo cirurgias em ambos assim que a inflamação diminuir, com uma recuperação prevista de cerca de seis meses.

Moreno, que largou com o dorsal 26, registou um primeiro parcial forte, a apenas 0,19 segundos do ritmo e provisoriamente em 23.º lugar antes da queda. Os médicos assistiram-na na pista, parando a prova por vários minutos, antes de a evacuarem de helicóptero para um centro médico. O incidente recordou a queda anterior de Lindsey Vonn no mesmo dia, que também levou a uma evacuação e silenciou os espetadores.

Um dia depois, a partir da Aldeia Olímpica, Moreno mostrou otimismo apesar da medicação para a dor. «É a segunda vez que me acontece e estou bastante positiva no geral, pois regressei mais forte da anterior», disse, referindo uma rutura semelhante no joelho direito no mesmo traçado dois anos antes. Planeia regressar rapidamente a Andorra para operar primeiro o polegar e depois o joelho, agradecendo o apoio médico local de topo que lhe dá ânimo. O que mais a magoa é falhar as provas da Taça do Mundo em casa, acrescentou.

O Comité Olímpico Andorrano deu total apoio, com o presidente Xavier Espot a descrevê-lo como um «momento terrível», mas a elogiar a sua coragem perante as duras realidades do desporto.

A colega de equipa Jordina Caminal, com o dorsal 29 e na sua estreia nos Jogos após problemas nas costas há 10 dias, conseguiu então o melhor resultado de sempre de Andorra na descida feminina olímpica, em 24.º lugar com 1:41.34, a 5,24 segundos da medalha de ouro de Breezy Johnson (1:36.10). A alemã Emma Aicher ficou com a prata a 0,04 segundos, e a italiana Sofia Goggia levou o bronze em 1:36.69. «As condições aceleraram muito e a velocidade surpreendeu-me, mas estou mesmo feliz — dei tudo e estou orgulhosa», disse Caminal. Dez dias de cama com dores nas costas tornaram o resultado ainda mais doce. Dedicou a descida a Moreno: «Espero que não seja grave e que regresse em breve. Levo-a no coração.»

Andorra retirou-se da combinada por equipas devido às lesões de Moreno e a uma distensão muscular-tendinosa de grau II no flexor do dedo grande do pé esquerdo de Carla Mijares, sofrida em treino após a Taça do Mundo de 25 de janeiro em Spindleruv Mlyn. Mijares, em fisioterapia, ambiciona o slalom feminino a 18 de fevereiro. A ministra do Desporto Mònica Bonell chamou-lhe um dia «agridoce»: «Partida por Cande, mas contente com Jordina. É um desporto de alto risco.» A próxima prova de Caminal é o super-g de quinta-feira.

Partilhar o artigo via