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Desporto·

Fim do Andros Trophy de corridas no gelo em Andorra após 30 anos

Pep Besolí recorda a chegada do prestigiado evento de corridas na neve a Pas de la Casa, os seus pontos altos com estrelas como Prost e Loeb, e o fim do patrocínio.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Surgiu em França em 1990; prova de Andorra lançada em 1994 no autodrómo de Pas de la Casa.
  • Com estrelas como Alain Prost, Jacques Villeneuve, Sébastien Loeb; impulsionou o turismo.
  • Superou atrasos por neve, fechos de fronteiras; financiado privadamente com pouco apoio institucional.
  • Terminou em 2023; patrocinador Andros saiu em 2024, tentativas de revival falharam.

Pep Besolí, que trouxe o Andros Trophy para Andorra, recorda que o evento assinalaria a sua 30.ª edição este ano no circuito de Pas de la Casa, mas o patrocinador principal Andros retirou o apoio em 2024.

O troféu surgiu em França a 27 de janeiro de 1990 como um campeonato de corridas na neve e gelo, inicialmente limitado ao território francês. Em maio de 1991, um dos promotores, Alain Froment, visitou a subida de montanha de Canillo e discutiu com Besolí a ideia de organizar uma prova nos Pirenéus. Seguiram-se esforços para garantir Andorra como sede do que Besolí chama «Fórmula 1 no gelo».

O autodrómo de Pas de la Casa, o circuito permanente mais alto do mundo, abriu em 1994 especificamente para o evento. Financiado principalmente pela BBF Management — uma empresa formada pelos irmãos Besolí e Froment —, houve pouco apoio institucional para além da paróquia de Encamp. A primeira prova andorrana, inicialmente prevista para 17 de dezembro de 1994, foi adiada por falta de neve e quase cancelada devido a fortes nevões a meio de janeiro que fecharam a fronteira francesa, impedindo a passagem dos camiões das equipas. Realizou-se mesmo assim com 70 pilotos e cerca de 40 carros, provando ser um sucesso apesar dos desafios meteorológicos que complicaram todas as edições.

Ao longo dos anos, o troféu tornou-se uma referência no desporto motorizado, atraindo grandes marcas internacionais e pilotos como Alain Prost, Jacques Villeneuve e Sébastien Loeb. Besolí nota que encheu a zona de Pas de la Casa de turistas, complementando a época de esqui, e obteve ampla cobertura televisiva francesa na primeira década.

O último evento realizou-se em dezembro de 2023. Tentativas recentes de revival de uma competição semelhante falharam, sem ninguém se avançar para o assumir. Besolí guarda com carinho essa era, descrevendo-a como um trabalho de amor entre amigos que investiram «sangue, suor e lágrimas», apesar de prejuízos financeiros em anos difíceis. Diz que o faria tudo de novo.

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Fontes originais

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