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Desporto·

Federação Andorrana de Futebol analisa custos do Nou Estadi em negociações de licença com FC Andorra

Federação ger a renovação com cautela após descobrir despesas operacionais mais elevadas do que o esperado e incluirá os custos em qualquer acordo a longo prazo.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Licença do FC Andorra para usar o Nou Estadi termina a 30 de junho; negociações para prolongar em curso mas cautelosas.
  • Revisão encontrou custos operacionais mais elevados do que o esperado — nomeadamente eletricidade — que influenciarão qualquer taxa de relvado revista.
  • FAF procura acordos de naming rights e outras fontes de receita para reduzir dependência de 85–90% do financiamento UEFA/FIFA.
  • Plano Estratégico 2025–28 inclui profissionalização, possível regime de registo de atletas, medidas para jogadores nacionais e estudos de novas infraestruturas.

A Federação Andorrana de Futebol (FAF) afirma que as negociações com o FC Andorra para prolongar a utilização do Nou Estadi d’Encamp pelo clube estão a decorrer, mas com cautela, após uma revisão dos custos operacionais ter revelado despesas mais elevadas do que o esperado, nomeadamente nas faturas de eletricidade. O presidente da FAF, Félix Álvarez, disse que a federação precisa de uma visão mais clara dos custos de abastecimento e operacionais antes de se comprometer com uma concessão a longo prazo e incluirá esses valores em qualquer reavaliação da taxa cobrada pela utilização do relvado.

A licença atual do FC Andorra para usar o Nou Estadi termina a 30 de junho. A federação citou anteriormente um custo operacional anual de cerca de 800 mil euros para a instalação, um valor que se diz ser partilhado entre o governo e o clube. Álvarez disse que faturas recentes trouxeram «surpresas» que ajudarão a determinar se os termos atuais de aluguer são justos e financeiramente sustentáveis.

Funcionários da federação dizem também que as negociações desceram na lista de prioridades em parte porque a situação desportiva do FC Andorra — uma eliminação precoce na Copa del Rey, uma série de maus resultados e mudanças no staff técnico — afeta a utilização do estádio e o planeamento da época. A FAF sublinha que qualquer acordo de gestão deve ser compatível com o calendário do clube e com os objetivos mais amplos de sustentabilidade da federação.

A FAF está a procurar um patrocínio de naming rights para o Nou Estadi como fonte adicional de receita, mas alerta que não se apressará num acordo, procurando um parceiro comercial e estrategicamente adequado. Melhorar os rendimentos das instalações é um elemento chave do objetivo da federação de reduzir a dependência de financiamentos externos.

Estas negociações sobre o estádio fazem parte do Plano Estratégico 2025–28 da FAF, que prioriza o desenvolvimento das seleções nacionais e das competições de clubes, maior profissionalização dos clubes, melhor educação de treinadores e árbitros, governação mais forte e maior sustentabilidade financeira. A federação notou a dependência atual do financiamento da UEFA e da FIFA — estimado em 85–90% do seu orçamento — e disse que procura diversificar receitas explorando melhor as instalações da federação e criando oportunidades comerciais.

Como parte da estratégia, a FAF abriu negociações preliminares com o governo sobre um regime especial para atletas profissionais destinado a simplificar os registos de jogadores e facilitar as quotas de imigração. A federação planeia também estudar medidas com os clubes — como quotas mínimas de jogadores nacionais ou regras de alinhamento — para aumentar a presença de jogadores andorranos nas competições domésticas, sublinhando que qualquer regra deve ser equilibrada, aplicável e genuinamente benéfica para o desenvolvimento dos jogadores.

A FAF estabeleceu contactos iniciais com proprietários de terrenos para explorar infraestruturas adicionais, incluindo potenciais pavilhões de futsal e outras instalações, mas disse que esses projetos permanecem numa fase preliminar. No geral, o objetivo declarado da federação é que quaisquer acordos comerciais ou de arrendamento sejam economicamente sustentáveis e alinhados com o objetivo de estabilizar a gestão dos clubes e proteger a viabilidade a longo prazo das instalações e competições.

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