Esquiador andorrano Irineu Esteve enfrenta reforma após pior temporada
Cirurgia ao anca e excesso de treino levaram à desistência dos Jogos Olímpicos e a desafios contínuos de recuperação, com Esteve a priorizar força total antes de decidir o futuro.
Pontos-chave
- Temporada de Esteve arruinada por supertreino após recuperação rápida de cirurgia à anca, causando colapso do sistema nervoso e desistência dos Jogos Olímpicos.
- Recuperação em curso mas lenta; frequência cardíaca elevada e fadiga persistem; não treina até estar sem sintomas.
- Rejeita participar sem forma máxima, planeia avaliar futuro no fim da temporada com contratos a expirar.
- Critica Jogos Olímpicos como politicamente injustos devido a regras de patrocinadores, acomodações e lacunas orçamentais; prefere Taças do Mundo.
Irineu Esteve, o principal esquiador de fundo de Andorra, enfrenta um futuro incerto após o que descreve como a pior temporada da sua carreira. O atleta de 30 anos afirma que só continuará a competir se recuperar a plena força, deixando em aberto a possibilidade de reforma.
Numa entrevista no programa *Parlem-ne* da Diari TV, Esteve explicou que a sua decisão depende da recuperação física e de uma motivação renovada. «Não quero acabar assim», disse, referindo-se ao inverno dececionante. Após uma cirurgia ao anca em maio, recuperou rapidamente — retomando o esqui em rolos em menos de dois meses, com testes a mostrar forma máxima. Mas o outono trouxe um declínio acentuado, quando a sua equipa aumentou a intensidade em detrimento do descanso, levando a um supertreino e ao colapso do sistema nervoso.
Isso obrigou-o a desistir dos Jogos Olímpicos, que visava terminar nos 10 ou 15 primeiros lugares. «Não estou dececionado por desistir», disse Esteve. «Sabia que não podia estar onde queria.» Não tem interesse em participar apenas por participar. A recuperação avança lentamente — metade dos sintomas desapareceu, com mais energia e sem vertigens —, mas persistem a frequência cardíaca elevada e a fadiga constante. Planeia esperar até estar livre de sintomas antes de retomar os treinos e avaliar as perspetivas no final da temporada.
Esteve já visou reformar-se antes dos 30 anos, mas com contratos a expirar e resultados abaixo do esperado, recusa prolongar a carreira por inércia. No meio da incerteza, elogiou as colegas de equipa Gina del Rio, cujas últimas temporadas foram «excelentes» e mereceram aclamação internacional, e Joan Verdú pela consistência face aos recursos de nações maiores.
Também expressou forte cepticismo quanto aos Jogos Olímpicos, chamando-lhes «as corridas mais políticas de todas». Esteve criticou os patrocinadores impostos, as restrições comerciais, as acomodações desiguais — algumas equipas na Aldeia Olímpica, outras em hotéis — e as enormes disparidades orçamentais que minam a equidade. Reconhecendo a visibilidade do evento para desportos de nicho, prefere os Campeonatos do Mundo ou as Taças do Mundo, onde o desempenho conta mais do que a política.
Fontes originais
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