Voltar ao inicio
Desporto·

Jovens interpretam haka maori com gigantes andorranos em campo de râguei

Cerca de 40 crianças internacionais dos 8 aos 16 anos fundiram haka maori com gegants andorranos em Andorra la Vella, aprendendo a sua profundidade cultural com treinadores neozelandeses.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • 40 jovens dos 8-16 anos interpretaram haka com gegants na Plaça del Consell General, atraindo multidões.
  • Bobby Tane explicou o haka como expressão maori de genealogia, unidade e mana, não intimidação.
  • Campistas aprenderam haka personalizada para construir confiança, orgulho, respeito e pertença.
  • Evento combina treino de râguei com cultura maori, superando barreiras linguísticas via valores universais.

Jovens participantes no campo Haka Rugby Global, acompanhados por jogadores do VPC Andorra e os gegants da capital, interpretaram um haka maori tradicional na Plaça del Consell General, em Andorra la Vella, no segundo dia do seu estágio de três dias de râguei de alto rendimento.

Cerca de 40 jovens internacionais dos 8 aos 16 anos participaram na exibição pública, que fundiu tradições andorrana e neozelandesa com as figuras gigantes a dançarem ao lado do grupo. Autoridades locais e espetadores juntaram-se para assistir, com o evento a terminar em fotos de grupo com jogadores, treinadores, autoridades e os gegants.

Bobby Tane, um ex-jogador profissional de 42 anos e um dos dois treinadores neozelandeses do campo, descreveu o haka como uma expressão viva da identidade maori enraizada na genealogia, história e emoção. Interpretado antes das batalhas para unir a tribo e não para intimidar, declara origens e herança. «Não o interpretamos — levamo-lo connosco», disse Tane, notando que o seu mana, ou poder espiritual, perdura hoje para honrar pessoas, celebrar, acolher e fomentar a unidade através do orgulho, protesto, respeito e comunidade.

Enfatizou o ensino do seu significado mais profundo a crianças europeias, usando uma versão criada especificamente para os participantes do campo para criar ligação. Esta abordagem ajuda-os a sentir que estão a expressar a sua própria história, aumentando a confiança, a voz e a expressão emocional, ao mesmo tempo que incute identidade, pertença e valores como orgulho, respeito, unidade e coragem que perduram para além do campo.

Tane destacou o rápido progresso dos campistas: os movimentos foram precisos, a pronúncia das palavras de desafio forte apesar de falarem várias línguas, e a compreensão do seu papel como gesto de respeito clara. Historicamente um ritual pré-guerra popularizado pelos All Blacks, o haka envolve ações de corpo inteiro que projetam força e seriedade, mostrando «a nossa pior e melhor face» ao oferecer respeito como um dom e sinal de prontidão.

Um participante notou que os treinadores combinaram treino de râguei com lições culturais maori, explicando como o haka dava força aos guerreiros e canalizava a energia dos antepassados. Outro apreciou aprender sobre a vida quotidiana e comunicação maori. Tane acrescentou que desafios como barreiras linguísticas são superados através de valores universais do râguei como respeito e esforço, com a atitude a superar a técnica enquanto os treinadores dão o exemplo.

O campo visa criar um whanau, ou família, desde crianças até futuros líderes, combinando habilidades de râguei com imersão cultural.

Partilhar o artigo via