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Desporto·

Juan Lago deixa Joan Verdú de Andorra para treinar o norueguês Henrik Kristoffersen

Após quatro anos bem-sucedidos com o melhor esquiador alpino de Andorra, Joan Verdú, o treinador Juan Lago separa-se da equipa para se tornar treinador principal do olímpico norueguês.

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Pontos-chave

  • Lago e Verdú alcançaram múltiplos top-10 na Taça do Mundo, dois pódios em 2,5 anos.
  • Temporada 2025-2026 de Verdú terminou mal: 26.º em slalom gigante, quatro abandonos, falhou as finais.
  • Separação segue ciclo olímpico planeado de quatro anos, anterior a problemas com esquis VAN DEER.
  • Verdú reflete sobre opções, visa forte regresso na abertura de Sölden a 25 de outubro.

Juan Lago, que treinou o melhor esquiador alpino de Andorra, Joan Verdú, durante quatro anos, separou-se da equipa e assumirá o cargo de treinador principal do medalhado olímpico norueguês Henrik Kristoffersen na próxima temporada.

A separação, confirmada após o fecho da decepcionante campanha 2025-2026 de Verdú, põe fim a uma parceria bem-sucedida que rendeu múltiplos lugares entre os dez primeiros na Taça do Mundo, dois pódios e uma consistente disputa entre a elite ao longo de dois anos e meio. Lago, que se juntou à Federação Andorrana de Esqui proveniente de uma equipa norueguesa da Europa Cup, descreveu o período como «mágico» — o ponto alto da sua carreira — atribuindo o sucesso às forças mentais, técnicas e físicas de Verdú, bem como à forte dinâmica da equipa e ao apoio da FAE.

Verdú terminou em 26.º na geral de slalom gigante da Taça do Mundo, com 60 pontos, falhando as finais de Lillehammer por dois pontos após quatro abandonos em oito corridas. A sua temporada acabou prematuramente com uma saída na primeira descida em Kranjska Gora, uma pista que conhece bem e onde tinha registado tempos rápidos nos treinos. Antes, garantiu 12.º em Sölden com vento e nevoeiro difíceis, 16.º em Copper Mountain com um sexto lugar na segunda descida, abandonos na segunda descida em Beaver Creek e Val d'Isère, 19.º em Alta Badia, 20.º em Adelboden, um abandono na primeira descida de Schladming após uma queda no treino e um destacado 10.º nos Jogos Olímpicos de Milan-Cortina em Bormio, onde marcou o tempo mais rápido na segunda descida.

Num vídeo no YouTube, Verdú expressou frustração com Kranjska Gora, chamando-lhe «um dia muito duro e difícil» e admitindo que acabar a temporada assim foi horrível, especialmente porque estava a esquiar a um nível elevado. Optou por tentar um bom resultado em vez de jogar pelo seguro para pontos de qualificação, dizendo que sabe que o seu potencial é muito superior. Assumiu total responsabilidade pela queda, elogiando os esforços da sua equipa VAN DEER-Red Bull Sports para adaptar o equipamento após 12 anos com a Head. O novo equipamento diferiu do seu estilo — embora se adequasse bem a outros — e exigiu testes extensivos de esquis e botas. Uma bota protótipo tardia, refinada com modificações, impulsionou o seu desempenho olímpico e o ritmo recente nos treinos.

Lago insistiu que a separação seguiu um ciclo olímpico planeado de quatro anos, anterior aos desafios de equipamento da temporada, que viu de forma positiva no geral dada a dedicação de Verdú. Rejeitou qualquer ligação aos resultados, enfatizou as excelentes relações e previu mais esquiadores andorranos de topo em breve, com os melhores anos de Verdú pela frente. «Joan colocou-me no mapa», disse Lago.

Verdú planeia um período de reflexão antes da abertura em Sölden a 25 de outubro, considerando opções técnicas como possivelmente regressar à Head mantendo ligações à Red Bull. Esta foi a sua pior temporada na Taça do Mundo desde as presenças regulares em 2022-2023, quebrando uma série de três anos nas finais, embora tenha elogiado o profissionalismo e o esforço da equipa.

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