Julgamento de rixa de futsal juvenil de há uma década começa para homem português acusado de agredir guarda
Uma rixa de há uma década num jogo de futsal juvenil em Sant Julià de Lòria chegou a julgamento no Tribunal de Corts, com a acusação a imputar a um residente português de 59 anos crimes de lesões
Pontos-chave
- Homem português de 59 anos julgado por agressão a guarda de segurança após rixa em jogo de futsal juvenil de 2016.
- Incidente seguiu cartão vermelho ao filho do arguido; versões contraditórias sobre quem bateu primeiro à saída.
- Acusação e defesa pedem absolvição devido a imagens pouco claras e memórias desbotadas após 8 anos.
- Caso separado contra porteiros de discoteca por lesões leves a clientes, veredicto pendente.
Uma rixa de há uma década num jogo de futsal juvenil em Sant Julià de Lòria chegou a julgamento no Tribunal de Corts, com a acusação a imputar a um residente português de 59 anos crimes de lesões intencionais graves e leves contra um guarda de segurança. ⏎ ⏎O incidente ocorreu a 29 de outubro de 2016 no centro desportivo de Sant Julià durante um jogo infantil. As tensões subiram nas bancadas após o árbitro mostrar um cartão vermelho ao filho do arguido, então com 20 anos. O arguido, sentado na primeira fila, protestou e inicialmente recusou-se a sair quando a segurança interveio. Ele mantém que nunca entrou em campo, não insultou o árbitro para além de lhe dizer para «fazer o seu trabalho» e não ameaçou ninguém. Imagens de vídeo mostram-no a sair primeiro do pavilhão, seguido por outros pais e o guarda, antes de uma confrontação física rebentar à saída, na área de receção. ⏎ ⏎Ambas as partes concordam que houve luta, mas as versões diferem de forma acentuada. O arguido alega que o guarda bateu primeiro com um soco após o agarrar pelo peito e o forçar a sentar-se mais cedo, levando a trocas mútuas de socos e pontapés em legítima defesa. Ele refere lesões nos olhos, joelhos e costelas, mas não procurou cuidados médicos. Testemunhas descreveram a expulsão do guarda como «humilhante» e «forçada», com uma a ver-lhe dar o primeiro soco à saída. O árbitro, a depor por videochamada, recordou uma atmosfera típica, sem ameaças ou agressões diretas contra si, e confirmou que a segurança lidou com a remoção do espetador. O seu relatório citava insultos como «gordo de mierda» e «asqueroso», mas ele tem apenas uma memória vaga para além de um documento que não escreveu. ⏎ ⏎Acusação e defesa pedem ambas a absolvição. As imagens captam um ajuntamento caótico com socos, mas não esclarecem quem começou. Memórias desbotadas após quase oito anos, atrasos judiciais e vídeos incompletos turvaram os pormenores. O advogado do arguido destacou o seu registo limpo em eventos desportivos desde então. ⏎ ⏎Em separado, o tribunal ouviu um caso contra dois porteiros de discoteca acusados de lesões intencionais leves a três clientes à saída de um estabelecimento a 24 de junho de 2018. A acusação pede prisão condicional noturna de cinco e três meses, multas de 3000 € e 1500 €, e indemnizações às vítimas até 2250 € cada, citando visitas médicas incluindo raios X. As defesas exigem absolvição ou reclassificação como contraordenações leves — prescritas após oito anos —, argumentando que as lesões só precisaram de analgésicos como ibuprofeno, com relatos de testemunhas contraditórios sobre a expulsão de um cliente embriagado que escalou para alegadas agressões. O veredicto nos dois casos está pendente.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Una targeta vermella acaba en una baralla amb lesions en un partit de futbol a Sant Julià
- Altaveu•
Una baralla en un partit de futbol sala del 2016 que encara busca relat
- Diari d'Andorra•
Dos porters, acusats d’agredir tres clients fora de la discoteca
- Altaveu•
Les lesions van requerir tractament mèdic per a la seva curació?
- Diari d'Andorra•
Dos porters de discoteca s’enfronten a penes d’arrest nocturn per agredir a tres clients