Laporta ataca Pérez e defende o Barça no meio da polémica Negreira e arbitragem
Durante uma visita a Andorra, Joan Laporta censurou os comentários de Florentino Pérez, defendeu o treinador e o capitão após a derrota com o Chelsea e acusou o Real
Pontos-chave
- Laporta qualificou as declarações de Pérez de «completamente fora de jogo» e acusou o Real Madrid de prolongar a saga Negreira apesar de «não haver nada aí»
- Defendeu Hansi Flick e disse que o plantel está «unido e capaz de reagir» após a derrota por 3-0 com o Chelsea
- Descreveu dois golos controversos contra o Elche como prova de arbitragem favorável ao Real e acusou o Real Madrid TV de influenciar os árbitros
- Disse que o Barça procura actuar como ponte entre a UEFA e a Superliga e chamou às relações com o presidente da LaLiga Tebas «normais e correctas»
Joan Laporta aproveitou a sua visita institucional a Andorra para responder duramente aos comentários feitos na semana passada pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, na assembleia do clube, acusando o rival de sofrer de uma «óbvia barcelonite» e de tentar «esticar o caso Negreira como pastilha elástica» apesar de saber que «não há nada aí».
Falando no Estadi Comunal Joan Samarra, onde presidiu à apresentação da escultura Gol restaurada de Pilar Riberaygua, Laporta enfatizou os laços de longa data entre o FC Barcelona e Andorra. Notou a presença tradicional de jogadores e adeptos no principado e destacou a Penya Blaugrana del Principat, que celebrará o seu 65.º aniversário no próximo ano. A escultura recuperada, retirada há anos e devolvida após investigação do escritor Àlex Terés, foi um símbolo dessa ligação histórica.
Passando aos assuntos desportivos, Laporta disse que falou com Hansi Flick após a derrota de terça-feira por 3-0 com o Chelsea na Liga dos Campeões e descreveu o plantel como «unido e capaz de reagir». Chamou ao resultado um potencial ponto de viragem, notando recuperações semelhantes na história do clube. Defendeu também o capitão Ronald Araújo após a expulsão, chamando o primeiro cartão amarelo de «muito severo» e dizendo que Araújo foi injustamente criticado: «É o nosso capitão e dá tudo; tem de virar a página e sabe que a equipa está com ele».
Sobre as declarações de Florentino Pérez — que incluíram acusações de que o Barcelona comprou o vice-presidente do CTA e uma ameaça de ação legal contra a UEFA —, Laporta chamou-lhes «completamente fora de jogo» e sintomáticas de «barcelonite». Acusou o Real Madrid de prolongar o caso Negreira por interesse próprio apesar de saber que não há substância.
Laporta criticou também o que descreveu como um padrão de arbitragem favorável ao Real Madrid e citou dois golos controversos na última jornada da liga contra o Elche — alegando uma mão de Bellingham e um golo de Vinícius que deixou o guarda-redes do Barça Iñaki Peña com o nariz a sangrar —, argumentando que sem esses golos o Barcelona estaria no topo da tabela. Acusou o Real Madrid TV de tentar influenciar as decisões de arbitragem.
Indo mais longe, Laporta sugeriu que os ataques de Madrid visam «escurecer a era mais esplêndida» da história recente do Barcelona (2004-2015), afirmando que o clube venceu pelos seus méritos e rejeitando o que chamou de «desculpas». Disse que o Real Madrid pode temer um ressurgimento do Barça enquanto o clube se reconstrói com um plantel jovem e melhora a sua posição financeira.
Nas relações com a LaLiga, Laporta descreveu as suas relações com o presidente Javier Tebas como «normais e correctas» e questionou o que chamou de «obsessão» do Real Madrid em remover Tebas, dizendo que essa estratégia não inspira confiança. Ao nível europeu, afirmou que o Barcelona está a trabalhar para actuar como ponte entre a UEFA e a Superliga, argumentando que a sustentabilidade do futebol europeu exige paz em vez de confronto constante.
Fontes originais
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