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Desporto·

Operador andorrano de canhões de neve sobrevive a soterramento por avalanche em Arcalís

Trabalhador experiente em Ordino Arcalís foi soterrado numa avalanche de placa de vento, reanimado no local após paragem cardiorrespiratória e evacuado de helicóptero para o hospital onde

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl PeriòdicBon DiaARA

Pontos-chave

  • Operador localizado via ARVA, extraído em 6 min, reanimado 45 min no local antes de evacuação.
  • Avalanche de placa de vento na área Feixans; risco nível 4 por 50 cm de neve fresca e camadas fracas.
  • Estabilizado na UCI, já não crítico; polícia investiga gatilho e presença fora de área.
  • Terceiro incidente esta estação em Arcalís, incluindo morte de esquiador a 29 nov.

Um operador andorrano de canhões de neve na estância de esqui de Ordino Arcalís sobreviveu a um soterramento por avalanche de face norte na área de Feixans, perto da pista Balma, no domingo por volta das 11.15, sofrendo paragem cardiorrespiratória mas foi reanimado no local antes de ser evacuado de helicóptero para o hospital Nostra Senyora de Meritxell. O jovem trabalhador experiente, equipado com um localizador ARVA, foi primeiro localizado por pessoal das pistas e um grupo de jovens esquiadores que planeavam atravessar a mesma diagonal fora de pista popular — dentro do domínio esquiável mas fora da sua área atribuída — sob um teleférico para aceder a neve fresca. Equipas da estância, incluindo dois membros de resgate de montanha, um tratador de cães e uma enfermeira, extraíram-no em seis minutos e realizaram uma reanimação no local de 45 minutos, evacuando-o inconsciente. Desde então estabilizou nos cuidados intensivos, com evolução favorável e já sem risco imediato, mantendo-se em observação enquanto especialistas policiais de montanha investigam a sua presença ali e o gatilho.

Responsáveis da estância descreveram a placa de vento — possivelmente iniciada pelo operador ou por um esquiador anterior a quebrar abaixo de barreiras de vento numa característica geomorfológica incomum — como grave por ferir um trabalhador mas não grande, com depósitos limitados de neve e um barranco a bloquear detritos para a pista. Não havia ocorrido detonação preventiva, dada a baixa risco típica da área. Os protocolos revelaram-se eficazes, chegando ao hospital em 10-15 minutos, pouco depois de um exercício recente de avalanche com 80 profissionais.

O incidente ocorreu num risco de avalanche de nível 4 em 5 nas cotas altas devido a mais de 50 cm de neve fresca desde sexta-feira, camadas inferiores fracas não congeladas devido a dezembro seco, placas de vento do norte e temperaturas a aquecer. As pistas públicas mantiveram-se abertas a multidões, incluindo esquiadores de fora de pista, sem outras feridas ou perturbações. O risco baixou depois para nível 3, embora persistam camadas fracas e placas de vento, levando a avisos para evitar encostas íngremes.

Trata-se do incidente mais recente da estação em Arcalís. A 29 de novembro, um esquiador espanhol de 32 anos morreu numa placa de 1500 metros cúbicos de face este perto do Estany de les Abelletes a 2675 m, com coroa de 30 cm; a companheira escapou ilesa. No fim de semana passado, a ciclista local Ares Masip desencadeou um deslizamento no pico Hortell com o seu cão Cim, escapando ferida e partilhando imagens online para alertar contra a complacência em terreno conhecido.

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