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Desporto·

Piloto andorrano Edgar Montellà: Crises familiares reformulam vida e corridas

Edgar Montellà partilha como a doença do pai e um grave acidente alteraram as suas prioridades, do risco nas corridas ao equilíbrio familiar, numa entrevista emotiva.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Começou a correr aos 18 anos pelo programa de jovens pilotos do Automòbil Club de Andorra; recorreu a psicólogo para bloqueios mentais e frustração.
  • Pausou carreira em 2022 pela doença do pai; equipa sofreu sem ele.
  • Grave acidente levou a medos de cirurgia; videochamada dos filhos redefiniu prioridades para a família.
  • Regressou como campeão espanhol de Classe 11, agora equilibra pista e vida familiar.

Edgar Montellà, piloto de corridas andorrano, partilhou numa entrevista ao programa *Fora de Joc* da Diari TV como dificuldades pessoais reformularam a sua abordagem ao desporto motorizado, à família e à vida.

Pai de três filhos e empresário imobiliário, Montellà descreveu o desporto motorizado como uma presença vitalícia, enraizada em memórias de infância com motos e combustível. A sua carreira competitiva começou aos 18 anos através do programa de jovens pilotos do Automòbil Club de Andorra, onde conduziu pela primeira vez um carro de corridas e começou a aperfeiçoar as suas habilidades.

Enfatizou as exigências mentais da modalidade, recordando épocas de maus resultados que o levaram a procurar ajuda de um psicólogo desportivo. Esse apoio ajudou-o a superar bloqueios mentais, gerir a frustração e priorizar a consistência em vez de apostas de alto risco. «É melhor ser constante do que apostar tudo numa corrida», disse.

O seu percurso sofreu revezes graves. Em 2022, a grave doença do pai obrigou-o a pausar as corridas; a equipa quase familiar sofreu sem ele, deixando Montellà com saudades da adrenalina do cockpit. Nunca considerou abandonar definitivamente.

O ponto de viragem chegou com um grave acidente de viação, do qual não se lembra — nem do que o precedeu nem do imediato aftermath. No hospital, à espera de uma cirurgia delicada, enfrentou medos sobre se voltaria a andar ou a correr. Uma videochamada com os filhos revelou-se decisiva: um perguntou se ele estava no céu ou em casa. «Foi aí que tudo mudou», disse Montellà, marcando uma mudança nas suas prioridades.

Recuperou bem e regressou à competição assim que os médicos autorizaram, competindo com novo ímpeto mas uma perspetiva transformada. Agora a equilibrar as corridas com o seu estável trabalho imobiliário, passa mais tempo com a família, preferindo fins de semana em casa a horas intermináveis na garagem.

Campeão espanhol na Classe 11, Montellà ambiciona correr ao mais alto nível aplicando lições de resiliência e equilíbrio. O desporto motorizado, refletiu, ensina que se pode pausar e regressar, e que a persistência compensa. Se se reformar, espera ser recordado como alguém que perseguiu sonhos mas soube priorizar a casa.

Num momento mais leve, Montellà revelou a sua paixão por colecionar carrinhos de brincar Hot Wheels.

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Fontes originais

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