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Desporto·

Estrelas do pódio elogiam organização da Taça do Mundo de descida em Andorra

Vencedoras da descida feminina em El Tarter elogiam neve impecável, pista empolgante e multidões vibrantes, com apelos para Andorra acolher mundiais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Suter (1.º), Ortlieb (2.º), Goggia (3.º) elogiam preparação da neve, pista larga e multidões entusiásticas.
  • Ortlieb questiona por que Andorra ainda não acolheu campeonatos do mundo.
  • Mais de 400 crianças e famílias criaram ambiente festivo; grande afluência de voluntários.
  • Àliga assinala 10 anos no calendário da Taça do Mundo; super-gigante esgotado para domingo.

As finalistas do pódio na descida feminina da Taça do Mundo na pista Àliga, em El Tarter, teceram grandes elogios à organização e às condições de Andorra na sexta-feira, com a austríaca Nina Ortlieb a questionar por que o país ainda não acolheu campeonatos do mundo. Corinne Suter, da Suíça, venceu a corrida à frente de Ortlieb e da italiana Sofia Goggia, com as três a destacarem a preparação impecável da neve apesar das temperaturas amenas, o traçado largo e divertido da pista, e as multidões entusiásticas.

Suter descreveu as condições da pista como «incríveis» e disse não conhecer nenhum esquiador que não goste de competir ali, acrescentando que planeia regressar de férias de esqui após a reforma. Ortlieb classificou o evento como um dos seus favoritos no calendário, elogiando a equipa «excecional» e os espetadores que aplaudem todos os competidores. Goggia notou secções planas que permitem ganhos de tempo e exigências técnicas que requerem precisão.

Cerca de 400 crianças de escolas de Canillo e outras zonas, incluindo escolas francesas, encheram a zona de chegada com aplausos, sinos, bandeiras e caras pintadas, criando um ambiente festivo num dia de semana. Famílias faltaram à escola para a ocasião, com uma de La Massana a enfatizar a raridade de acolher eventos assim e o seu valor para inspirar as crianças. Turistas como a italiana Manuela, agora em França com casa em Andorra, e os fãs britânicos Sam e Oliver citaram o ambiente vibrante para além do desporto. Voluntários, incluindo a repetente Mado, relataram maior afluência do que no ano passado e apreciaram benefícios como refeições e coletes.

A esquiadora andorrana Jordina Caminal, muito aplaudida pelo público, disse que chegar à meta em meio ao ruído lhe arrepiou a pele. Cande Moreno, afastada por lesão no joelho, compareceu para apoiar e assinar autógrafos, sublinhando a importância de modelos locais para a juventude. Autoridades como a ministra do Desporto Mònica Bonell e o mayor de Canillo Carles Ensenyat estiveram presentes, ao lado de David Hidalgo, da Grandvalira, que saudou a resposta do público e a prestação de Caminal.

A Àliga celebrou 10 anos no calendário da Taça do Mundo, com a sua estreia em super-gigante em 2016 ganha por Federica Brignone, que regressa no sábado.

No sábado à tarde, quase 400 reuniram-se na Plaça Carlemany, em Canillo, para o sorteio dos dorsais antes do super-gigante de domingo, combinado com a entrega de prémios da corrida do dia anterior — vencida pela alemã Emma Aicher. Moreno e Caminal atraíram multidões para autógrafos antes de sortearem os primeiros 10 dorsais através de esculturas personalizadas de águias que simbolizam a pista. O cônsul sénior de Canillo, Jordi Alcobé, chamou-lhe um evento social que une desporto de elite, cultura e comunidade. A noite terminou com música e dança tradicional do Esbart Dansaire de les Valls del Nord. O super-gigante de sábado arranca às 10:15, com os bilhetes esgotados.

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