Suter venceu Ortlieb e Goggia no 10.º aniversário da elogiada pista Àliga, com atletas a aplaudirem
o estado e a organização face a apelos para mundiais.
Pontos-chave
- Corinne Suter venceu downhill à frente de Nina Ortlieb (2.º) e Sofia Goggia (3.º).
- Atletas elogiaram grooming da pista Àliga, hospitalidade e adequação para mundiais.
- Evento atraiu 4000-5000 espetadores diários com logística impecável e festas comunitárias.
- Presidente da FIS Eliasch instou Andorra a persistir em candidaturas a mundiais.
Corinne Suter venceu o downhill da Taça do Mundo feminina na pista Àliga, em Andorra, à frente de Nina Ortlieb no segundo lugar e Sofia Goggia no terceiro. O evento marcou o 10.º aniversário da pista em corridas da Taça do Mundo e mereceu elogios excecionais dos atletas pela preparação apesar do tempo ameno.
As melhores competidoras destacaram os pontos fortes do local. Ortlieb chamou-lhe um dos seus favoritos, elogiando a hospitalidade, o grooming da pista e a organização, enquanto se interrogava sobre o motivo por que Andorra ainda não organizou mundiais. Suter disse que a pista está sempre em condições incríveis, mesmo com temperaturas elevadas. Goggia descreveu-a como magnífica, com o tempo a favorecer tanto as secções rápidas como as partes técnicas. A neozelandesa Alice Robinson colocou-a entre as suas paragens preferidas do calendário, creditando um trabalho excecional que justifica a inclusão anual. Federica Brignone acrescentou que é um dos seus locais preferidos e seria ideal para um mundial.
Os organizadores, sob a direção do secretário-geral Marc Mitjana, creditaram um esforço técnico de seis semanas. Apesar de ser dia útil na sexta-feira, as bancadas encheram-se rapidamente, com o sábado esgotado. Cerca de 400 alunos das paróquias, incluindo Canillo, aplaudiram na meta, agitando bandeiras e tocando instrumentos, especialmente para a corredora local Jordina Caminal. A Village no Hotel Nòrdic ofereceu atividades familiares de patrocinadores, Cruz Vermelha e Fundación Nostra Senyora de Meritxell. Adeptos de Palencia, em Espanha, e da Grã-Bretanha notaram a mistura de festas e esqui de elite.
A lesionada Cande Moreno assistiu para apoiar a equipa, chamando os atletas locais uma inspiração para a juventude. Caminal disse que os aplausos na meta lhe causaram arrepios. Estiveram presentes a ministra do Desporto Mònica Bonell, o secretário do Desporto Alain Cabanes, o presidente do Comité Olímpico Xavier Espot Miró, o mayor de Canillo Carles Ensenyat e a deputada Sandra Codina. Grandvalira e o diretor do comité David Hidalgo elogiaram a energia comunitária, enquanto a oradora Maià Font chamou a atmosfera espetacular.
Emma Aicher venceu o super-G de sábado. Nessa noite, perto de 400 pessoas assistiram ao sorteio dos dorsais de domingo na Plaça Carlemany, em Canillo, onde Moreno e Caminal assinaram autógrafos em esculturas da Àliga. O Esbart Dansaire de les Valls del Nord atuou, misturando desporto e tradição. O cònsol major de Canillo, Jordi Alcobé, descreveu-o como um dos pontos altos da paróquia.
O segundo super-G de domingo concluiu o evento, com 4000-5000 espetadores diários ligados às corridas e cerca de 20 000 na estância no último dia. Os responsáveis relataram uma logística impecável de cinco dias, à exceção de uma lesão no joelho de um voluntário numa queda de escadas e um problema menor no planalto tibial.
As reações pós-evento foram entusiásticas. O diretor de corridas da FIS Santi López citou o diretor da FIS a dizer: «Não tenho nada a dizer senão obrigado.» A equipa austríaca, em nome de todos os conjuntos, agradeceu os esforços e apelou a um lugar anual para Andorra. Mitjana brincou que a «maionese saiu perfeita» graças ao trabalho de equipa, destacando a integração do Hotel Nòrdic. O gestor da FAE Carles Visa elogiou o progresso de Caminal face a veteranas — terminando à frente de algumas finalistas do pódio da Taça da Europa apesar de partidas tardias com luz mutável — e desejou melhoras rápidas a Moreno, notando as suas corridas dignas. Visa acrescentou que os organizadores entregaram um dos melhores downhills da temporada.
O presidente da FIS Johan Eliasch, de visita ao Tarter, incentivou a persistência: «Andorra cumpre todos os critérios para mundiais — entusiasmo, atratividade para atletas, organização. Continuem a tentar; esse dia chegará em breve.» Destacou a atmosfera fantástica e o setup perfeito, instando o país a prosseguir com candidaturas apesar dos fracassos passados para 2027 e 2029. O diretor da Taça do Mundo feminina da FIS Peter Gerdol ecoou que Andorra merece Mundiais algum dia, atribuindo obstáculos à política desportiva e não à organização.
O vice-presidente da FAE Patrick Toussaint, ex-membro do Conselho da FIS, revelou o impulso dos atletas por input direto: selecionar um corredor ativo para representar o circuito feminino e classificar pistas por qualidade desportiva, organização e atmosfera, superando preconceitos históricos a favor de potências como Suíça e Áustria. Toussaint notou o apoio de Ortlieb a decisões lideradas por atletas e disse que os corredores consideram Andorra «top», ansiosos por regressar, o que reforça candidaturas a lugares fixos e Mundiais. Como pequena nação, Andorra ganha alavancagem com tais apoios, acrescentou.
O chefe do Governo Xavier Espot defendeu a prudência face à ambição, dizendo que Andorra ganha pontos como candidata sem abandonar o objetivo. Hidalgo antecipa decisões de calendário a 5-6 de maio, afirmando prontidão para eventos frequentes e sublinhando que nações influentes decidirão quando for o momento.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
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