Tensões no estágio da Federação Andorrana de Ciclismo por falta de transparência e conflitos de interesses
Um estágio de treino de fim de semana destinado a mostrar unidade acabou por destacar divisões na Federação Andorrana de Ciclismo, com uma defesa de apoio escasso.
Pontos-chave
- Declaração pró-direção no estágio assinada por apenas 5 de ~20 ciclistas; signatários com ligações à direção da federação.
- Vários ciclistas, incluindo beneficiárias femininas, dizem que não foram consultados; ~10 participantes eram jovens com experiência limitada na federação.
- Acusações de que encomendas de roupa oficial foram para empresa do ex-presidente sem concurso público e de que um responsável gere programas pagos em escolas via empresa privada.
- Federação pagou nova carrinha no dia das eleições (21 Nov 2024); veículo entregue em Abr 2025 sem explicação pública.
O estágio técnico de fim de semana em Cambrils, convocado pela Federação Andorrana de Ciclismo (FAC), não atenuou as tensões que emergiram nas últimas semanas. Embora a federação tenha apresentado o encontro como um ambiente de «boa atmosfera», «profissionalismo» e «trabalho conjunto», os relatos dos participantes divergiram de forma acentuada.
Uma declaração pública em defesa da direção liderada por Carolina Poussier foi circulated pelo ciclista Adrià Regada, que integra a equipa de desenvolvimento Caja Rural. Regada afirmou que as reportagens recentes «não refletem» a realidade do grupo e elogiou o trabalho da nova direção, particularmente na promoção do ciclismo de base. No entanto, a declaração foi assinada por apenas cinco dos cerca de vinte ciclistas presentes — Óscar Cabanes, Xavi Jové, Roger Turné, Oriol Pi e Regada — e esses signatários terão ligações próximas a membros da direção da federação.
Vários outros ciclistas no estágio recusaram juntar-se ao comunicado ou afirmaram que não foram consultados, incluindo as atletas femininas que beneficiam do apoio técnico da federação. Um representante dos ciclistas observou que cerca de dez dos vinte participantes são da base jovem, muitos menores e com experiência limitada na federação, o que limita ainda mais a representatividade do documento.
A FAC publicou imagens otimistas nos seus canais sociais, afirmando que a boa atmosfera permitiu que o trabalho técnico decorresse sem problemas. Em contraste, vários ciclistas descreveram momentos de tensão e debate interno sobre a gestão da federação. É também notável que foram os ciclistas — e não a direção em si — a emitir a defesa pública, após o Altaveu ter relatado que não recebeu resposta institucional da presidência quando contactado.
Novas questões surgiram em paralelo ao estágio, alimentando o descontentamento em partes da comunidade ciclista. Fontes levantaram preocupações sobre Martí Cerdà, responsável pela secção feminina e pelo desporto de base, que tem gerido atividades de iniciação ao ciclismo em escolas primárias em Encamp através de uma empresa privada. A iniciativa não está ligada a qualquer clube ou escola de ciclismo, levantando dúvidas sobre a compatibilidade com o seu cargo na federação e os critérios para adjudicação de uma tarefa remunerada, enquanto alguns clubes mantêm estruturas de treino.
Fontes originais
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