Revisão do POUP de Escaldes-Engordany termina este outono apesar de atrasos
Autoridades locais priorizam uma revisão meticulosa para evitar erros passados de planeamento, com foco na preservação histórica e equipamentos públicos. Cònsol Major Rosa Gili enfatiza qualidade sobre velocidade face à impaciência dos residentes.
Pontos-chave
- Revisão do plano urbanístico de Escaldes-Engordany prevista concluir este outono após prazos prolongados.
- Cònsol Major Rosa Gili defende análise exaustiva para proteger património, garantir parques e definir espaços verdes.
- Processo inclui registo de edifícios históricos e debate sobre torres recentes, com preocupações sobre direitos de propriedade.
- Negociações em curso com Governo andorrano para recursos em mudanças ambiciosas como museu nacional.
A revisão do plano urbanístico de Escaldes-Engordany (POUP) deverá concluir-se este outono, confirmaram as autoridades locais, apesar de demorar mais do que o inicialmente planeado.
A cònsol major Rosa Gili defendeu o prolongamento do prazo em recentes declarações, sublinhando o compromisso da paróquia com uma análise minuciosa destinada a evitar erros irreversíveis. Destacou a profundidade sem precedentes do processo atual em comparação com esforços passados em Escaldes-Engordany.
"O plano urbanístico está a demorar mais do que gostaríamos, mas estamos a tratá-lo com grande minúcia", afirmou Gili. "Queremos acertar, garantindo parques para os residentes e proteção para o património."
Entre os elementos em análise destacam-se a compilação de registos para todos os edifícios históricos, de modo a definir padrões de proteção, bem como a definição de espaços verdes e estacionamento. Gili reconheceu a impaciência de alguns residentes face ao ritmo, mas argumentou que um trabalho criterioso vale mais do que a pressa.
"Compreendo as pessoas que querem que avancemos mais depressa, mas é menos grave que as coisas se arrastem do que fazê-las de qualquer maneira e acabarmos com construções irreversíveis", disse ela.
Gili citou projetos recentes de torres na paróquia — estruturas destinadas a durar "um século, dois, ou quem sabe quanto tempo" — como exemplos da importância de um planeamento rigoroso. Quanto à possibilidade de o POUP revisto alterar estas torres, descreveu-o como "um grande debate", limitado pela necessidade de respeitar os direitos de propriedade privada e as capacidades construtivas existentes.
A cònsol major referiu negociações em curso com o Governo andorrano, sugerindo que alterações mais ambiciosas possam exigir poderes ou recursos adicionais. Apontou o museu nacional proposto nas paróquias centrais, onde a administração central teria de fornecer as ferramentas necessárias se esperar que as autoridades locais o implementem.
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