Sant Julià de Lòria aprova 1,5ME para acordo de dívida do Naturland
A câmara municipal injeta 1,5 milhões de euros na Camprabassa SA para estabilizar o parque temático Naturland, ganhando tempo para investidores privados enquanto reestrutura 6-7 milhões de euros de dívida em capital, com apoio unânime.
Pontos-chave
- Injeção de 1,5ME garante operações do Naturland por mais de 20 meses na busca por investidores.
- Bancos prolongam dívida de curto prazo; 6-7ME de dívida municipal convertidos em capital.
- Prioridade à atração de investimento privado para acabar com financiamento público.
- Sem comprador, fecho custaria 14-15ME, sobrecarregando finanças da comuna.
A comuna de Sant Julià de Lòria aprovou uma injeção de 1,5 milhões de euros na Camprabassa SA, a operadora do parque temático Naturland, no âmbito de um acordo de reestruturação de dívida com instituições financeiras.
Os fundos garantem as operações do parque por mais de 20 meses, enquanto intermediários procuram investidores privados. Consol Major Cerni Cairat descreveu o passo como essencial para resolver os problemas financeiros e patrimoniais da Camprabassa. Os bancos acordaram prolongar parte da dívida de curto prazo e converter 6-7 milhões de euros de dívida da comuna em capital, com o valor exato ainda por definir.
Cairat sublinhou a prioridade da comuna: atrair capital privado para pôr fim ao financiamento público contínuo. "O nosso objetivo principal é encontrar investimento privado e libertar a comuna financeiramente da empresa", afirmou. Sem isso, as opções incluem encerramentos parciais ou um fecho ordenado, estimado em 14-15 milhões de euros — incluindo indemnizações ao pessoal, restauro do local na Rabassa e pagamento de dívidas. Tais custos, avisou Cairat, sobrecarregariam a capacidade de investimento da comuna durante anos.
A oposição apoiou a medida por unanimidade. Josep Majoral, ex-líder, recordou contactos prévios com investidores durante o seu mandato e expressou confiança no Naturland como motor económico da comuna.
O líder da comuna, Cairat, destacou o trabalho ativo num plano mestre e na procura de investidores, enfatizando que o apoio público não pode continuar indefinidamente.
Se não surgir comprador, a comuna poderá reduzir atividades ou encerrar totalmente de forma controlada.
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