Andorra aprova apoio ao arrendamento para agregados sobrecarregados com rendas
O Governo de Andorra lança um programa de 6 milhões de euros para subsidiar rendas privadas de residentes de longa data elegíveis confrontados com elevados custos de habitação. Estende o apoio à habitação pública ao mercado até 2030.
Pontos-chave
- Destina-se a agregados que gastam 30-36% do rendimento em renda, com +15 anos de residência e rendimentos 1,2-3,5x salário mínimo
- Orçamento de 6M€ para 2027, cobre até 1284€/mês na capital; estende-se a compradores de primeira habitação <600K€
- Candidaturas a partir de 1 Nov, pagamentos jan/2027 por 12 meses renováveis até 1500 unidades públicas
- Subsídios juvenis expandidos para 18-35 anos, até 35K€ rendimento, cobrem caução + 1ª renda desde 2026
O Conselho de Ministros de Andorra aprovou um programa temporário de apoio ao arrendamento com um orçamento de 6 milhões de euros para 2027 — expansível se necessário — destinado a agregados familiares que gastam entre 30% e 36% do seu rendimento em rendas privadas, consoante os rendimentos. A medida, apresentada pela ministra da Habitação, Conxita Marsol, após a reunião do conselho, visa residentes de longa data confrontados com custos de habitação e vigorará até 2030 ou até o parque de habitação pública atingir 1500 unidades.
As candidaturas iniciam-se a 1 de novembro, com pagamentos mensais a começar a 1 de janeiro de 2027 por 12 meses, renováveis se as condições se mantiverem. O apoio cobre a diferença entre o limiar de rendimento aplicável e a renda real, com um teto equivalente à taxa de habitação pública por metro quadrado de paróquia mais 20% — como 1284 euros mensais em Andorra la Vella. Aplica-se a qualquer arrendamento privado usado como residência principal, independentemente dos termos do contrato, e estende-se a compradores de primeira habitação com empréstimos que excedam 40% do rendimento, desde que o imóvel e anexos custem menos de 600 000 euros.
Para serem elegíveis, os agregados familiares precisam de 15 anos de residência permanente contínua, com tolerância para ausências justificadas relacionadas com estudos, trabalho ou saúde. O rendimento deve situar-se entre 1,2 e 3,5 vezes o salário mínimo, sem propriedade de outros imóveis em Andorra e com património líquido inferior a dez vezes o salário mínimo anual. Todos os adultos em idade ativa devem estar empregados ou por conta própria, exceto em caso de incapacidade ou doença.
Os limiares de subsídio aumentam progressivamente: 30% do rendimento para 1,2-1,5 vezes o salário mínimo; 31,5% para 1,5-2 vezes; 33% para 2-2,5 vezes; 34,5% para 2,5-3 vezes; e 36% para 3-3,5 vezes. Marsol citou o exemplo de uma jovem a ganhar 2000 euros mensais — 1,3 vezes o salário mínimo — que paga 1000 euros por um apartamento de 100 m² na capital. Cobriria 600 euros (30%), recebendo 400 euros de apoio.
Em atualizações relacionadas, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Mònica Bonell, delineou alterações aos subsídios de emancipação jovem face à queda de candidaturas — de 87 em 2021 (42 aprovadas) para 15 em 2025 (oito aprovadas). A elegibilidade abrange agora os 18-35 anos, com rendimento bruto anual até 35 000 euros. Os subsídios cobrem uma caução de dois meses completos mais a primeira renda, aplicáveis a partir de 1 de janeiro de 2026 se o emprego atual suportar um contrato de cinco anos. Para partilhas com parceiros ou amigos, os coabitantes não podem exceder o salário mínimo.
Um editorial do El Periódic elogiou a abertura a todos os contratos e o alívio para famílias, além da expansão dos subsídios juvenis, mas alertou para riscos de regras estritas como os 15 anos de residência e limites de património poderem excluir alguns necessitados. As autoridades veem os critérios como adaptáveis para ajustes futuros.
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