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Andorra Aprova Quota de Imigração de 800, Menos 11% que no Ano Passado

O Conselho Económico e Social (CES) de Andorra emitiu um parecer favorável a uma quota geral de imigração de 800 novas autorizações de residência e trabalho, uma redução de 11,1% face à alocação

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl Periòdic+2

Pontos-chave

  • CES de Andorra aprova quota de imigração de 800, menos 11% que no ano passado (100 lugares menos).
  • Aloca 624 autorizações de residente e 176 para trabalhadores transfronteiriços, expansível 30%.
  • Empresas e sindicatos criticam quota como restrita para turismo, construção e centros comerciais.
  • Preocupações com dificuldades de contratação e falta de coordenação com licenças comerciais.

O Conselho Económico e Social (CES) de Andorra emitiu um parecer favorável a uma quota geral de imigração de 800 novas autorizações de residência e trabalho, uma redução de 11,1% face à alocação inicial aprovada em outubro do ano passado, equivalente a 100 lugares menos.

Os lugares, presididos pela Ministra da Presidência, Economia, Trabalho e Habitação Conxita Marsol numa sessão extraordinária, alocam 624 para residentes e 176 para trabalhadores transfronteiriços. Substitui o contingente atual e pode expandir-se até 30% se necessário. As 150 autorizações antecipadas em fevereiro — das quais só 64 foram usadas — e uma alocação separada de 150 para atletas profissionais serão deduzidas do total. Os lugares para atletas dividem-se em 10 para cada uma das 10 equipas de futebol andorranas da primeira divisão, 20 para o FC Andorra SAOE, 20 para o BC Andorra SAOE e 10 para outros profissionais. A proposta aguarda agora aprovação final do Conselho de Ministros.

Representantes empresariais e sindicais expressaram fortes reservas durante a sessão. Gerard Cadena, presidente da Confederação Empresarial Andorrana (CEA), descreveu a quota como excessivamente restrita face às robustas necessidades laborais, particularmente no turismo, hotelaria, restauração e construção. Avisou que agravaria a tensão no mercado de trabalho, com as empresas a enfrentar dificuldades de contratação e problemas na prestação de serviços. Cadena notou que as quotas têm apertado progressivamente e esperou que a nova alocação abrisse a 1 de maio, com um compromisso informal de rever e expandir se esgotada antes da quota de inverno.

Sergi Esteves do sindicato SEP criticou a falta de coordenação entre licenças comerciais e quotas de imigração, chamando-lhe caótico. Assinalou as elevadas necessidades de pessoal dos centros comerciais em perspetiva, prevendo que pudessem absorver 2000 lugares em dois anos sem alterações. A ministra indicou que os ajustes só chegariam dentro de dois anos. Esteves renovou apelos a quotas específicas por setor baseadas em estudos de mercado e regras relaxadas para trabalhadores não-UE em casos como a hotelaria para reter pessoal, estabilizar o mercado e limitar o crescimento populacional. A CEA pediu igualmente expansão se a procura exceder a oferta.

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