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Andorra reduz quota de trabalhadores migrantes em 11% para 800 em meio a alertas de escassez empresarial

**Governo andorrano aprova quota reduzida de trabalhadores migrantes em meio a preocupações empresariais** O Governo andorrano aprovou uma quota geral de 800 autorizações de trabalho e residência,

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Pontos-chave

  • Andorra reduz quota de trabalhadores migrantes em 11% para 800 autorizações até novembro para crescimento sustentável.
  • Após deduções, 550-585 autorizações disponíveis para empresas em meio a faltas em turismo, hotelaria, construção.
  • Quota flexível até 1040 se procura disparar, como instado por líderes empresariais.
  • Parlamento aprova por unanimidade lei equalizando licenças de paternidade e maternidade em 20 semanas até 2030.

**Governo andorrano aprova quota reduzida de trabalhadores migrantes em meio a preocupações empresariais**

O Governo andorrano aprovou uma quota geral de 800 autorizações de trabalho e residência, mais autorizações para trabalhadores fronteiriços, em vigor até novembro. Representa uma redução de 11% — 100 autorizações menos — em comparação com a quota anterior fixada em outubro passado, no âmbito de esforços para conter o crescimento populacional e promover o desenvolvimento sustentável.

Após deduzir 64-65 autorizações já emitidas em março para setores de alta procura e 150 reservadas para atletas profissionais — incluindo 10 por equipa na principal liga de futebol de Andorra, 20 para o FC Andorra, 20 para o Bàsquet Club Andorra (MoraBanc) e 10 para outros —, as autorizações restantes disponíveis para empresas situam-se em cerca de 550-585. Abrange 624 para residentes e 176 para trabalhadores fronteiriços. A quota pode aumentar até 30% para 1040 se a procura disparar, uma flexibilidade que os líderes empresariais instaram o governo a usar rapidamente.

O presidente da confederação CEA, Gerard Cadena, classificou a quota como «muito apertada», apontando faltas em turismo, hotelaria, restauração e construção. Pediu expansões rápidas, citando o esgotamento rápido do ano passado. O porta-voz do governo, Guillem Casal, respondeu que a política equilibra as exigências económicas e a gestão do crescimento, com o crescimento populacional a desacelerar de 2,6% no ano passado para 1,9% no primeiro trimestre. «Estamos comprometidos com o crescimento sustentável e a prestação dos serviços necessários», disse Casal, notando ajustes para fatores económicos e sociais.

A decisão seguiu o aval do Conselho Económico e Social na quarta-feira e a aprovação do governo. Os critérios de elegibilidade mantêm-se, incluindo seis anos de experiência para trabalhadores não-EEE e proficiência em catalão. O governo introduziu também uma autorização de residência temporária condicional para nacionais de terceiros países à espera de verificações de segurança espanholas ou francesas no sistema de Entrada/Saída da UE, permitindo trabalho durante o período de 28-42 dias se outros requisitos forem cumpridos.

**Parlamento aprova por unanimidade lei da igualdade laboral em meio a trocas entre partidos sobre licença de paternidade e Convenção de Istambul**

O Conselho Geral aprovou por unanimidade a lei da igualdade laboral na quinta-feira, equalizando a licença de paternidade e maternidade em 20 semanas até 2030 — antecipada face ao objetivo inicial do governo de 2033 —, com períodos não transferíveis, cobertura para modelos familiares diversos e um mínimo obrigatório de 15 dias pós-parto. O chefe do Governo, Xavier Espot, descreveu-a como um passo para a «igualdade efetiva», sublinhando o cuidado partilhado infantil como «exigência democrática e questão de justiça». Destacou como a lei expande direitos, altera dinâmicas de cuidado infantil, impulsiona oportunidades de carreira para mulheres e garante que ser mulher não limite perspetivas.

A Meritxell Alcobé, dos Demòcrates, chamou-lhe uma medida «de consenso, ousada e moderada», acrescentando aos esforços recentes de igualdade e mostrando o compromisso de Andorra. O social-democrata Pere Baró qualificou-a como «importante mas não final», elogiando o consenso enquanto notava o impulso do seu grupo para implementação mais rápida até 2027 e criticando os controlos de conformidade como excessivamente desconfiados. A Núria Segués, da Concòrdia, disse que desmantela estereótipos de género, redistribui responsabilidades de cuidado, aborda baixas taxas de natalidade e promove a saúde familiar, com flexibilidade para perfis laborais variados. A Noemí Amador, do Andorra Endavant, enquadrou-a como apoio a modelos familiares onde o cuidado infantil não é secundário, ajudando o equilíbrio trabalho-vida e a planificação empresarial através de consultas a entidades.

O debate aquentou-se com o Andorra Endavant a reclamar crédito pelo texto de consenso. Alcobé, Segués e Baró criticaram o partido por destacar a lei enquanto se opunha à compensação estatal para vítimas de violência de género sob a Convenção de Istambul — rejeitando o subsídio se os agressores não pagarem. Segués argumentou que a igualdade não pode ser seletiva, «defendida só quando conveniente». A Carine Montaner, do Andorra Endavant, defendeu a posição do partido, insistindo que o Estado não deve assumir obrigações financeiras dos agressores e alegando que o antigo chefe Toni Martí «nunca teria levantado» a reserva. Rejeitou o monopólio de Segués no pensamento progressista. Espot chamou a analogia com roubo de «de mau gosto», dizendo ser inadequado equiparar violência de género a roubo e instando foco no progresso da lei.

Propostas de oposição para acesso do Conselho Geral a dados da AREB e AFA foram rejeitadas, com Demòcrates e o ministro das Finanças Ramon Lladós a invocarem confidencialidade do acordo monetário da UE — apesar de pedidos anteriores do Tribunal de Contas. Lladós enfatizou obrigações de sigilo, mesmo para o governo. Salomó Benchluch notou conflitos com regras da UE. Baró denunciou como «desculpa para opacidade», sugerindo uma comissão de inquérito; Concòrdia e Andorra Endavant pediram acesso supervisionado, com a maioria aberta a comissões como exceções. Os social-democratas abstiveram-se na atualização da lei de resolução bancária, enquanto Concòrdia e Andorra Endavant a apoiaram.

Uma proposta da Concòrdia para transparência nos 80 contratos confidenciais da Andorra Turisme de mais de 1200 — maioritariamente acima de 10 mil euros — foi derrotada por 16-11. O ministro do Turismo, Jordi Torres, disse que comprometeria negociações, propondo reformas na contratação pública. O Pol Bartolomé, da Concòrdia, argumentou que a publicidade fomenta confiança apesar de auditorias; Laia Moliné, do PS, e Montaner apoiaram justificação para sigilo. Torres notou que a maioria dos contratos é pública, com supervisão parlamentar disponível. A lei geral do turismo passou por aclamação, com Torres a agradecer contributos sobre sustentabilidade e desestacionalização.

A ministra da Habitação, Conxita Marsol, acusou a oposição de bloquear progresso em três emendas ao projeto de lei de descongelação de rendas 2027-2030, questão social chave de Andorra. Defendeu desregulação faseada com proteções aos inquilinos até 2030, lamentando falta de consenso. O Cerni Escalé, da Concòrdia, atacou o modelo «baixo custo, baixa qualificação» que impede a independência dos jovens em meio a compras de imóveis por estrangeiros. Baró questionou o momento dado faltas e salários, temendo «caos». Montaner disse que passos existentes desestabilizam mercados, instando equilíbrio. O Jordi Jordana, dos Demòcrates, rejeitou emendas por falta de opções.

**Outros desenvolvimentos**

Casal detalhou restrições a explosivos de festa após apelos públicos e um incidente suíço, focando segurança em eventos como o Sant Joan sem proibições totais. Espot vai ao cime da Comunidade Política Europeia em Yerevan a 3-4 de maio para abordar resiliência democrática. Está aberto concurso para edifício administrativo no antigo local da Casa Parramon em La Massana.

O Conselho aprovou também acordo de interconexão elétrica com Espanha, aumentando capacidade de importação via linha de 220 kV, e modificou a regra de ouro para redução progressiva da dívida para 25% do PIB.

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Fontes originais

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