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Diretora da Habitação em Andorra pede revisão da taxa de 50% de recusas de jovens em apartamentos públicos

Marta Alberch, do Instituto Nacional de Habitação, defende melhor diálogo com jovens que rejeitam metade das habitações atribuídas, excluindo custo e localização como motivos principais.

Pontos-chave

  • Marta Alberch, diretora do Instituto Nacional de Habitação, nota que jovens representam 50% das recusas de habitação pública
  • Instituto sem dados específicos sobre razões; candidatos dizem apenas que não querem a propriedade
  • Rendas a 30% do rendimento com apoios sociais; custo improvável como fator principal
  • Recusas em vários edifícios e paróquias, não só problemas de localização

Marta Alberch, diretora do Instituto Nacional de Habitação, apelou a uma revisão das razões por que os jovens representam metade de todas as recusas de habitações públicas em Andorra.

Falando em Andorra la Vella, Alberch referiu que 50% dos que rejeitam os apartamentos atribuídos pertencem a este grupo, considerado prioritário pelo instituto. Admitiu que a administração não tem dados específicos sobre as razões, afirmando que os candidatos simplesmente informam os funcionários de que não querem a propriedade.

Alberch sublinhou a necessidade de um maior diálogo com os jovens para identificar os fatores por trás destas escolhas, apesar dos esforços em curso para melhorar o acesso à habitação. Apelou a que partilhem as suas preocupações, acrescentando que isso poderia ajudar a avaliar possíveis alterações ao sistema.

Quanto aos preços, Alberch explicou que as rendas são calculadas para que os inquilinos gastem 30% do seu rendimento em habitação. Este padrão aplica-se a todos os perfis, incluindo jovens, reformados e famílias monoparentais. Existem mecanismos de apoio: os serviços sociais cobrem qualquer défice se o rendimento cair abaixo da taxa pública, aplicando-se noutra situação um teto máximo. Descartou o custo como principal motivo de recusa.

Alberch também minimizou a localização como fator chave, apontando que as recusas ocorreram em vários edifícios e paróquias. Reconheceu que nos primeiros projetos, como em Canillo, pode ter havido menor consciencialização sobre o funcionamento do sistema de habitação pública, mas concluiu que não é o fator principal.

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