Alfândegas de Andorra afasta chefe antifraude após acidente com álcool em veículo oficial
O agente de 46 anos, com taxa de álcool mais do dobro do limite legal, enfrenta acusação e revisão administrativa em meio a reestruturação e escrutínio de políticas.
Pontos-chave
- Alfândegas de Andorra afasta chefe de 46 anos da unidade antifraude após acidente por condução alcoolizada em veículo oficial.
- Agente com 1,78g/L de álcool no sangue, mais do dobro do limite, acusado de crime contra a segurança pública.
- Diretora-adjunta Vanesa García assume funções durante reestruturação.
- Incidente leva a revisão de políticas de veículos e sanções administrativas.
O departamento de Alfândegas de Andorra afastou do serviço o responsável de 46 anos pela unidade antifraude, após a sua detenção por condução sob efeito de álcool num veículo oficial, na sequência de um ligeiro acidente na estrada CG-3 em Ordino no fim de semana. A diretora-adjunta Vanesa García assumiu a responsabilidade direta pelas suas funções, enquanto o departamento opera com uma liderança reduzida no âmbito de uma reestruturação.
O agente, que trabalha sob a direção de Carles Ferreira na divisão de Alfândegas do Ministério das Finanças, estivera num evento social particular. Conduzia um carro não marcado do departamento, atribuído rotineiramente para qualquer uso, aparentemente a regressar a casa, quando ocorreu o acidente com danos materiais. Unidades de trânsito da polícia acorreram ao local e efetuaram um teste de alcoolemia, que registou 1,78 gramas de álcool por litro de sangue — mais do dobro do limite legal. Foi acusado de crime contra a segurança pública, compareceu perante um juiz no dia seguinte e recebeu uma condenação através do processo de ordenança penal acelerada.
Fontes governamentais relatam que ele não compareceu ao trabalho na terça-feira e foi formalmente afastado à espera de revisão. Alterações legais recentes obrigam o sistema de Justiça a notificar os funcionários da Administração Pública dos pormenores dos casos para avaliação de eventuais infrações administrativas e potenciais sanções. O veículo, gravemente danificado, poderá ser dado como perda total, com as seguradoras improváveis a cobrir os custos devido ao envolvimento de álcool.
O incidente gerou uma tensão significativa na administração pública, particularmente nas Alfândegas. Funcionários expressam a esperança de que a liderança aplique as regras de forma decisiva para salvaguardar a reputação do departamento, em meio a preocupações com práticas enraizadas e cargos dirigentes protegidos. Muitos veem uma oportunidade para examinar as políticas de atribuição de veículos, incluindo condições de uso, elegibilidade, benefícios suplementares e processos de promoção interna. Dirigentes do departamento e do ministério gerem o caso com cautela enquanto aguardam atualizações judiciais sobre passos adicionais. Um processo disciplinar está agora aberto na Fiscalização e no Serviço Público para determinar sanções, salientando-se que o acidente ocorreu fora de serviço, mas envolveu um veículo do Estado.
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