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ARPA propõe reformas proativas para reforçar a lei de bem-estar animal de Andorra

Defende formulários obrigatórios de responsabilidade do proprietário, rastreabilidade unificada via controlos veterinários e controlo da criação irregular para travar comércio ilícito e abandono no Principado.

Pontos-chave

  • ARPA propõe formulários obrigatórios de responsabilidade para compras, adoções ou transferências de animais.
  • Rastreabilidade unificada via controlos veterinários e de ninhadas para prevenir comércio ilícito e abandono.
  • Controlos à criação irregular, visando híbridos e cães de autor.
  • Profissionalização de centros de proteção e regras para qualificações de treino animal.

A Animal Rescue and Protection Association (ARPA) apresentou propostas ao governo andorrano para reforçar a próxima lei de bem-estar animal, com foco em sistemas preventivos de rastreabilidade, responsabilização dos proprietários e controlos à criação irregular, visando responder aos riscos de comércio ilícito no Principado.

O documento, entregue ao executivo na quarta-feira conforme noticiado pelo El Periòdic, Diari d'Andorra e Altaveu, defende uma transição de sanções reativas para medidas proativas. A ARPA destaca o pequeno tamanho de Andorra, a população limitada de animais registados e a posição entre fronteiras internacionais como vantagens para implementar um modelo pioneiro de controlos de documentação, supervisão reprodutiva e verificação administrativa. O grupo sublinha a viabilidade, evitando exigências inviáveis e visando um quadro "moderno, coerente e eficaz" que reconhece os animais como seres sencientes, ao mesmo tempo que promove a responsabilidade cidadã.

Os elementos chave incluem um formulário obrigatório de informação e responsabilidade antes de qualquer compra, adoção, transferência ou alteração de proprietário de um animal. Este cobriria necessidades básicas, obrigações legais, custos estimados e detalhes de rastreabilidade. As autoridades verificariam então a identidade do novo proprietário quanto a restrições legais, em conformidade com as regras de proteção de dados. A aprovação emitiria um documento para finalizar o registo oficial do animal, embora a sua ausência não impeça cuidados veterinários ou emergências. O plano separa os papéis administrativos dos veterinários para melhorar as proteções.

A ARPA defende um rastreamento unificado de animais através de monitorização veterinária, controlos de ninhadas, verificações de documentos e registos reprodutivos, visando lacunas em áreas como híbridos comerciais, linhas de criação não oficiais e "cães de autor". Isto procura prevenir mercados subterrâneos, reprodução descontrolada e tráfico transfronteiriço, sem sobrecarregar operações éticas.

Outras sugestões abrangem a profissionalização dos centros de proteção com formação em comportamento animal, manuseamento e etologia por pessoal qualificado. Quanto à habitação, a associação advoga tratar os animais de companhia como membros da família e limitar restrições a problemas comprovados de coexistência, riscos para a saúde ou conflitos de bem-estar — citando leis francesas que invalidam proibições gerais em habitações.

A ARPA procura também regras claras para a educação, treino e modificação comportamental de animais, definindo qualificações profissionais para evitar práticas não qualificadas e sobreposições. A reforma, descrita como um avanço significativo, modernizaria os regulamentos e reduziria o abandono através de melhores controlos.

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