Família de instrutor de dança andorrano planeia protesto exigindo penas mais duras em Espanha por condução alcoolizada
A manifestação estática em Andorra la Vella, no que seria o 37.º aniversário de Carlos Chozo, procura justiça após a sua morte num acidente causado por um condutor embriagado e em excesso de velocidade, que enfrenta apenas três anos de prisão máxima.
Pontos-chave
- Família de instrutor de dança andorrano Carlos Chozo planeia protesto estático em Andorra la Vella no seu 37.º aniversário póstumo.
- Protesto exige penas mais severas em Espanha por condução sob álcool e drogas após morte de Chozo em acidente de outubro de 2025.
- Condutor embriagado excedeu velocidade em 50 km/h, enfrenta máximo de 3 anos por homicídio por negligência; sem prisão preventiva.
- Família faz campanha por leis mais duras, planeia manifestação em Lleida e petição ao Congresso.
A família e amigos de Carlos Manuel Miguel Chozo, instrutor de dança andorrano de 36 anos e empregado num grande centro comercial, planeiam uma manifestação estática em Andorra la Vella na terça-feira, 12 de maio, para exigir penas mais severas em Espanha por violência rodoviária e condução sob influência.
Agendada para as 21h na Plaça Lídia Armengol com o lema "Stop violència vial", o evento de uma hora assinala o que seria o 37.º aniversário de Chozo. Os organizadores pedem "Justiça para Carlos" e "Prisão para a imprudência: zero álcool e drogas nas estradas". Autorizada pelo Ministério do Interior como pacífica, espera a presença de familiares, amigos e membros da comunidade, com o Secretário de Estado da Justiça e Interior Joan Antoni León a exigir medidas de segurança para os participantes, peões e trânsito.
Chozo morreu nas primeiras horas de 5 de outubro de 2025 na estrada C-14 em Espanha, em Oliola, quando um condutor sob influência de álcool e drogas — que excedeu o limite de velocidade em 50 km/h — provocou um acidente. A companheira, também residente em Andorra, sofreu ferimentos graves, mas recuperou. O condutor, que ficou hospitalizado com os seus próprios ferimentos, nunca foi detido nem sujeito a prisão preventiva.
A família tem feito campanha por penas mais duras desde o incidente, expressando indignação face ao máximo de três anos de prisão em Espanha por homicídio por negligência. Em janeiro, o tribunal de Balaguer rejeitou o pedido de prisão do condutor, considerando inexistente prova de intenção, uma vez que o condutor tentou regressar à sua faixa. O processo mantém-se na fase de instrução em Balaguer, à espera de transferência para o Tribunal Provincial de Lleida para julgamento.
Frustrados com as leis espanholas laxas, os familiares continuam a pressionar por mudanças, incluindo uma manifestação planeada em Lleida e uma petição ao Congresso. Enfrentam obstáculos, como encontrar um advogado para cumprir os requisitos legais de assinaturas.
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