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Professores catalães bloqueiam estrada do Túnel do Cadí para Andorra por 2 horas

Professores do Alt Pirineu protestaram bloqueando a C-16 perto do Túnel do Cadí, paralisando o tráfego para Andorra. Sindicatos rejeitam acordos e exigem reposição salarial e mais recursos em meio a greves contínuas.

Pontos-chave

  • 60 manifestantes formaram cadeia humana na C-16 km 130, com fila de 1,5 km
  • Protesto após marcha em La Seu d'Urgell; tráfego normalizado às 20:30
  • Greves exigem aumentos salariais e rácios mais baixos em negociações paradas
  • Novas ações previstas para 27 maio, 4-5 junho, no pico turístico

Greve de professores perturba principal acesso a Andorra no Túnel do Cadí

Uma protesto de professores catalães da região do Alt Pirineu bloqueou a estrada C-16 perto do posto de portagem do Túnel do Cadí durante quase duas horas na tarde de sexta-feira, causando atrasos significativos aos veículos que entravam em Andorra.

Cerca de 60 manifestantes formaram uma cadeia humana ao quilómetro 130, paralisando completamente o tráfego em direção a Riu de la Cerdanya e criando uma fila de 1,5 quilómetros, segundo o Servei Català de Trànsit. Ao contrário dos planos iniciais de aberturas periódicas a cada 15 minutos, não foram permitidas interrupções no início. O tráfego retomou a normalidade às 20:30, mais cedo do que a duração prevista de três horas.

A ação seguiu-se a uma manifestação ao meio-dia em La Seu d'Urgell, onde os participantes se reuniram para um pequeno-almoço na Plaça del Camp de Codina por volta das 11:30 ou 12:45, marchando depois pelo centro da vila até à câmara municipal por volta das 13:30 ou 14:00. Os organizadores, incluindo a USTEC-STEs e a Aspepc, tinham anunciado um convoy de veículos a partir de La Seu às 16:30, passando por Martinet e Bellver de la Cerdanya para chegar ao local às 18:00.

Os protestos, parte de uma onda mais ampla de greves de professores em toda a Catalunha após uma grande manifestação em Barcelona na terça-feira e ações no centro da Catalunha e em Girona, visavam as negociações paralisadas com o governo catalão. Os sindicatos rejeitaram acordos recentes com grupos minoritários como a UGT e a CCOO, descrevendo-os como não representativos.

Os professores exigiam aumentos salariais urgentes para repor o poder de compra, rácios mais baixos de alunos por professor, mais pessoal e recursos para a educação inclusiva. Marisol Salvadó, da USTEC-STEs Alt Pirineu e Aran, rejeitou as alegações de um aumento de 30% nos salários como "mentiras inaceitáveis e intoleráveis". Ismael Sànchez, da CGT, destacou um ano de greves, enquanto o professor do ensino secundário Xavier Mañé apontou a precariedade generalizada que prejudica os alunos.

O momento coincidiu com o pico de tráfego turístico e de residentes de fim de semana para o Principat. São possíveis novas greves a 27 de maio e 4-5 de junho, com outra ação específica de Lleida marcada para 4 de junho, embora os detalhes permaneçam por decidir. Protestos separados ocorreram no Val d'Aran, incluindo um bloqueio na N-230.

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