Grupos animais de Andorra pedem limites aos fogos de artifício no Sant Joan para proteger pets e fauna
Associações de bem-estar animal instam Andorra a impor regras mais rígidas para o Sant Joan, com janelas horárias e zonas, para reduzir angústia em animais de estimação, vida selvagem e pessoas sensíveis ao ruído, preservando tradições via eventos coordenados.
Pontos-chave
- ARPA, GosSOS e Apapma defendem zonas, horários e anúncios restritos para fogos e reduzir pânico em pets e danos à fauna.
- Grupos propõem espetáculos coordenados, limites de decibéis e alternativas como drones em vez de explosões descontroladas.
- Autoridades aplicam regras de segurança: compras licenciadas, acendimento no solo, lojas fecham às 21h.
- Retalhistas registam procura estável por conjuntos pré-embalados antes da véspera do festival.
Grupos de defesa dos animais em Andorra renovam apelos por restrições mais apertadas aos fogos de artifício antes do Sant Joan, defendendo limites às zonas e horários permitidos para minimizar danos a animais de estimação, vida selvagem e residentes sensíveis ao ruído.
Associações como a ARPA, GosSOS e Apapma apoiam as tradições pirotécnicas da festa, mas criticam o uso desregulado, como explosões fora dos horários previstos, ao longo de vários dias ou em locais vulneráveis como zonas florestais. Defendem espetáculos coordenados com anúncios prévios, permitindo que os donos de animais ajustem rotinas e criem abrigos seguros. A ARPA sublinha que o problema resulta da incivilidade e não da tradição em si, notando como explosões inesperadas de indivíduos antes e depois da véspera provocam pânico grave em cães — tremores, fugas, recusa de comida ou ferimentos. O grupo apela à previsibilidade, à transição para pirotecnia visual e a maior responsabilidade pública.
A GosSOS destaca os danos a animais de companhia, espécies selvagens, ecossistemas e pessoas com sensibilidade ao ruído, defendendo limites de decibéis, janelas horárias e áreas designadas, além de alternativas como luzes ou drones. «Uma tradição não pode pesar mais do que a dor que causa a parte da população e ao ambiente», argumenta a associação, visando repensar o evento em vez de o proibir. A Apapma aponta que os vales de Andorra amplificam os ecos, perturbando a reprodução da fauna selvagem, e propõe confinar os fogos à véspera em locais específicos. Refere também os efeitos em bebés, idosos, doentes hospitalizados e pessoas com autismo ou problemas auditivos.
As autoridades reforçam as prioridades de segurança. A Protecció Civil recomenda a compra de pirotecnia apenas em estabelecimentos autorizados, verificando idade e adequação ao utilizador, e o acendimento no solo com pavios fornecidos. Proibições incluem transportar fogos nos bolsos ou malas, manusear pavios manualmente, atirá-los a pessoas ou objetos, usá-los perto de multidões, vegetação, em interiores ou sob influência de álcool ou drogas. As lojas devem fechar às 21h, com fiscalização do cumprimento. A polícia, através da unidade TEDAX-NRBQ, reforça estas regras com supervisão, enfatizando embalagens originais para transporte, supervisão de adultos para menores e proibição de alterações. O manuseamento inadequado arrisca incêndios, queimaduras, mutilações, perda auditiva ou visual, intoxicações e ferimentos a animais.
Os residentes devem guardar roupa exterior, recolher toldos e selar as casas durante os espetáculos. As fogueiras continuam restritas a locais autorizados sob protocolos da Protecció Civil.
Os retalhistas Petards Piroprat e Armeria Andorrana reportam procura estável em linha com anos anteriores, com famílias a comprar conjuntos pré-embalados de 30-40 € como fontes ou baterias, jovens a preferir trovões e pico de vendas esperado pouco antes da véspera.
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