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Tribunal português condena Machado a 21,5 anos por esfaquear estudante andorrano Manu

Tribunal de Braga declarou Matheus Marley Machado culpado de homicídio após esfaquear Manuel Gonçalves, de 19 anos, à porta de bar da Universidade do Minho por suspeita de adulteração de bebida. Deve pagar 227 mil euros à família.

Pontos-chave

  • Matheus Marley Machado condenado por matar Manuel Gonçalves com três facadas à porta do Bar Académico da Universidade do Minho em abril de 2024.
  • Confronto começou no bar por suspeita de adulteração de bebida; Machado armado, vítima desarmada.
  • Tribunal rejeita legítima defesa e ordena indemnização de 227 mil euros à família de Gonçalves.
  • Gonçalves, de Andorra, estudava em Braga; decisão apelável.

Um tribunal português em Braga condenou Matheus Marley Machado a 21,5 anos de prisão pelo homicídio do estudante andorrano Manuel Gonçalves, conhecido por Manu. O jovem de 19 anos morreu de três ferimentos de arma branca à porta do Bar Académico, na Universidade do Minho, em abril de 2024. O tribunal ordenou também que Machado pague 227 mil euros de indemnização à família de Gonçalves.

Os juízes decidiram na quarta-feira que a acusação tinha provado integralmente os crimes contra Machado, detido pouco depois do incidente. O confronto começou dentro do bar, quando Gonçalves confrontou um membro do grupo de Machado por suspeitas de terem adulterado a bebida de uma jovem. As tensões transbordaram para o exterior, onde Machado — armado com uma faca — avançou sobre a vítima desarmada e lhe infligiu os golpes mortais, segundo as conclusões do tribunal e relatos de meios portugueses como o Jornal de Notícias.

A defesa alegou legítima defesa ou, em alternativa, um crime menos grave. Os procuradores rejeitaram esses argumentos, sublinhando a violência do ataque e o estado indefeso da vítima.

Gonçalves tinha mudado-se para Braga com a família — residentes de longa data em Pas de la Casa — para frequentar a universidade. A sua morte provocou grande comoção em Andorra e Braga, com ampla cobertura mediática em Portugal e apoio público à família.

A decisão conclui a fase principal do julgamento, embora Machado ainda possa recorrer a instâncias superiores.

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