Voltar ao inicio
Outros·

Advogado andorrano reformado e diplomata Miquel Àngel Canturri morre aos 81 anos

Figura proeminente nos âmbitos jurídico e público de Andorra sucumbe a paragem cardíaca súbita em casa em Andorra la Vella.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Faleceu aos 81 anos vítima de paragem cardíaca súbita na manhã de terça-feira em Andorra la Vella.
  • Cofundou influente sociedade de advogados, aconselhou conselho comunal e foi decano da Ordem dos Advogados.
  • Presidiu ORTA (1982-1984), conselheiro de finanças (1984-1986) e embaixador junto da Santa Sé (2010-2011).
  • Contribuiu para estudos jurídicos com a filha; elogiado pela dedicação à justiça.

Miquel Àngel Canturri Muntanya, advogado reformado e antigo diplomata, faleceu aos 81 anos vítima de uma paragem cardíaca súbita na sua casa em Andorra la Vella.

O incidente ocorreu na manhã de terça-feira, quando Canturri se sentiu mal ao rever as notícias do dia. A insuficiência cardíaca aguda progrediu demasiado rapidamente para qualquer intervenção, conforme confirmado por múltiplos relatos. Nascido a 20 de fevereiro de 1945 em Andorra la Vella, filho de Pere Canturri i Tomàs, de Cal Germà em Sant Julià de Lòria, e de Maria Montanya i Bernaus, de Cal Calones, era o mais novo de quatro irmãos: o falecido historiador e antropólogo Pere Canturri, além de Josep e Joan.

Canturri construiu uma carreira proeminente nos âmbitos jurídico e público de Andorra ao longo de quatro décadas. Cofundou uma influente sociedade de advogados com Francesc Badia, uma parceria que mais tarde terminou de forma conflituosa, e serviu como consultor chave do conselho comunal de Andorra la Vella. Deteve também o cargo de decano da Ordem dos Advogados de Andorra.

Os seus cargos públicos abrangiram várias instituições. De 1982 a 1984, presidiu ao Órgão de Administração Nacional do Conselho de Radiodifusão de Andorra (ORTA). Posteriormente, dirigiu as finanças num conselho executivo inicial — equivalente ao governo pré-constitucional de Andorra —, especificamente como conselheiro de finanças de 1984 a 1986, segundo um relato. Assumiu ainda responsabilidades adicionais com conselhos executivos iniciais e a comuna de Andorra la Vella.

Na diplomacia, Canturri serviu como embaixador de Andorra junto da Santa Sé de dezembro de 2010 a dezembro de 2011, sob o governo de Jaume Bartumeu. A administração subsequente de Toni Martí removeu-o do cargo. Foi ocasionalmente mencionado como candidato para o Tribunal Constitucional ou Provedor de Justiça, embora nenhuma nomeação tenha ocorrido.

Homem de convicções firmes, Canturri interveio em seminários e conferências sobre direito público e privado em França, Espanha e Itália. Com a sua filha Laura Canturri Gisbert — advogada e antiga mayor de Andorra la Vella —, contribuiu com um capítulo sobre direito romano na lei sucessória andorrana para o volume de 2021 *Fundamentos romanísticos del derecho contemporáneo*. As fontes variam quanto à sua família, com algumas a indicarem uma filha e outras quatro.

A Ordem dos Advogados de Andorra expressou pesar, elogiando a sua dedicação à justiça e aos direitos fundamentais. Com familiares próximos no estrangeiro no momento da sua morte inesperada, os preparativos para o funeral permanecem por determinar.

Partilhar o artigo via