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Investigadores de Runaway Joe procuram Maloney em Andorra e não encontram vestígios

Equipa que investiga o caso de envenenamento de 1967 do fugitivo norte-americano Joseph Maloney passou dias em Andorra a interrogar locais e a consultar registos, mas ninguém reconheceu ele ou a mulher baixa Maria, que o cuidou com demência.

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Pontos-chave

  • Jornalistas irlandeses de 'Runaway Joe' passaram três dias em Andorra a procurar Joseph Maloney (Mick O’Shea) em lares e entre locais.
  • Ninguém reconheceu fotos do homem alto e barbudo com cicatriz abdominal ou da parceira Maria, que o cuidou até à morte cerca de 2003 com demência.
  • Regras de proteção de dados bloquearam registos oficiais; procurado desde 1960 por envenenamento da mulher, usou múltiplos pseudónimos na Irlanda, Alemanha de Leste e Chipre do Norte.

Investigadores do projeto "Runaway Joe" passaram três dias na semana passada em Andorra à procura de provas sobre o fugitivo norte-americano Joseph "Joe" Maloney, também conhecido como Michael "Mick" O’Shea, mas não encontraram pistas apesar de mostrarem fotografias e consultarem locais.

Os jornalistas irlandeses, incluindo Richard Fitzpatrick e Pavel Barter, terminaram a sua investigação no terreno na sexta-feira, após visitarem lares de idosos, consultarem registos de óbitos e falarem com residentes por todo o Principat. Descreveram O’Shea como muito alto — cerca de 1,89 metros —, com barba longa, cabelo comprido e uma cicatriz abdominal distinta. A sua parceira Maria, que era muito mais baixa, cuidou dele, segundo relatos, em meio a suspeitas de demência, antes da sua morte há quase duas décadas.

Regras de proteção de dados impediram o acesso a registos oficiais sem um pedido formal internacional, obrigando à dependência do reconhecimento visual e verificações voluntárias. "Infelizmente, não encontramos nada", disse Barter, embora elogiou o apoio de jornalistas locais. Ninguém se recordava do casal, que poderá ter vivido apenas dois anos em zonas rurais ou montanhosas remotas, possivelmente sob um terceiro pseudónimo. A pista provém do relato de Maria a uma amiga de que o marido morreu em Andorra.

Fitzpatrick notou que Maloney, procurado desde os anos 1960 por alegadamente envenenar a primeira mulher, usou múltiplas identidades durante a sua fuga de Rochester, Nova Iorque, via Irlanda, Alemanha de Leste e Chipre do Norte. Informações anteriores indicavam a sua chegada por volta de 2003.

O esforço insere-se no renovado foco gerado pelas memórias da juíza irlandesa Gillian Hussey de 2022, um podcast da RTÉ e o livro de Barter Runaway Joe: A Murder, a Hidden Identity, a Six-Decade Manhunt, com uma versão para TV em preparação. A equipa aguarda agora possíveis pistas e planeia continuar a partir da Irlanda. Contacto: pavelbarter@gmail.com ou +353 87 247 3579.

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